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O que significa hoje, a Astrologia para a maioria das pessoas? Para o astrólogo esoterista é uma ciência divina. A Astrologia ou a ciência das estrelas é anterior ao advento da era Cristã. De fato, ela está presente desde o começo da criação, pois no primeiro Livro de Moisés, chamado Gênesis, capitulo 1:14: “E disse Deus; façam-se luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite; sirvam eles de sinais e marquem o tempo, os dias e os anos...”. Não é curioso que o ser humano admita a veracidade das três últimas partes desta citação e ignore ou esqueça-se da primeira mencionada, isto é, sinais? Usamos os luminares do Zodíaco e a passagem da nossa estrela do dia, o SOL, por essas constelações para marcar nossos dias, meses e estações do ano, mas não queremos usar o Sol, a Lua, os estelares, as estrelas fixas e nem as constelações para mostrar-nos o verdadeiro caminho da vida pelos sinais mencionados na Bíblia. Para outra referência à astrologia na Bíblia, tomemos o Apocalipse de São João. Aí está mencionado no capitulo 12:1: “Apareceu em seguida um grande sinal do céu: uma mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés, e na cabeça uma coroa de doze estrelas”. Sabemos como isto é facilmente interpretado pelo astrólogo esoterista. A mulher revestida do sol refere-se ao Sol passando pelo signo de Virgem, a Virgem, o que ocorre anualmente entre 24 de agosto e 23 de setembro; a Lua sob seus pés indica a Lua Nova passando abaixo do signo de Virgem; a coroa de doze estrelas sobre a cabeça significando todos os 12 signos zodiacais que formam uma muralha de celestial esplendor em torno da Terra e do Cosmos e desses pontos estratégicos, as Grandes Hierarquias ajudam o ser humano na sua jornada rumo à perfeição até sua união final com Deus. Lembremos também os Setes Espíritos diante do Trono, que são os setes estelares do nosso sistema solar circulando em torno do Sol. Voltemos agora à prova material da influência das estrelas usadas para designar as estações. A Páscoa é celebrada no primeiro domingo depois da primeira Lua Cheia que ocorre após a entrada do Sol em Áries. O Sol entra em Áries a 21 de março e nesse dia começa o outono. O Sol entra em Câncer a 21 de junho, começando então o inverno. O Sol entra em Libra em 21 de setembro quando começa nossa primavera. O Sol entra em Capricórnio a 22 de dezembro quando tem inicio o nosso verão. Assim, podemos ver facilmente que o ser humano usa os luminares do firmamento para dias, anos e estações, mas esquece o convite espiritual para usar esses mesmos luminares como sinais. Os estelares movem-se com velocidade variável pelas nossas doze casas. Fixemos nossa atenção nessas casas, com seus signos e regentes planetários e vejamos o que elas significam para nós. Áries será o ponto inicial da nossa meditação. Como estamos procurando ver o que as casas e os signos significam para nós, consideremo-los juntamente com seus opostos. Áries na cúspide da primeira casa rege o ambiente infantil, ou podemos dizer o começo das coisas. Sob o impulso de Marte, regente de Áries, as crianças mostram muito energia. Aí encontramos “vida exuberante” como nota-chave. É mais do que lógico encontrarmos o Sol exaltado nesse ígneo, pois o Sol simboliza a força do Cristo e que a entrada de Sol em Áries marca o inicio da primavera para os países nórdicos, provocando lá a circulação da seiva nas árvores, e revestindo a terra com um manto verde, depois de ter sido coberta pelo branco manto do inverno. O signo oposto ou a 7ª casa é Libra, regida por Vênus. É aí que vemos em verdade a necessidade de equilíbrio. A qualidade amorosa de Vênus no estágio infantil é mais ou menos egoísta. Não obstante, Vênus abafa a natureza marciana dominante, e Saturno, exaltado em Libra ajuda a modificar o uso de tanta energia material. Saturno é o símbolo do Pai e mostra-nos quando todas as coisas deram frutos, amadureceram e, portanto, Saturno é chamado o “terrível ceifeiro”. Libra é o período de grande regozijo, pois indica o tempo da colheita. Considerando a 2ª casa, conheceremos a influência de Touro que tem Vênus como regente. Touro rege a laringe, a palavra falada. Portanto, o ser humano oportunamente criará por meio da palavra falada. Escorpião, seu oposto, regido por Marte, tem domínio sobre a geração, à morte e a regeneração. Atualmente o individuo usa essas funções para a degeneração em vez de usá-las para a regeneração ou criação. Comparemos isto com o Verbo citado por São João como sendo o “Fiat” criador da nossa terra e do nosso sistema solar e veremos o destino final da humanidade como criadora. Atualmente o ser humano usa essas forças da 2ª e da 8ª casa para armazenar o vil dinheiro e para a gratificação dos sentidos, usando assim, a maior parte de suas energias de maneira destrutiva, encontrando por isso uma morte prematura. Consideremos agora Gêmeos e seu regente Mercúrio, representando a 3ª casa. Esta é a casa da mente inferior e mostra nossas reações para com nossos irmãos e irmãs e também o próximo. Quem são nossos irmãos e irmãs e nosso próximo se não toda a humanidade senão com a qual temos contato diário? Portanto, é necessário durante o nosso trabalho diário ou durante nossas distrações lembrarmos que toda a humanidade está lutando no caminho, como nós. Todos podem ser grandemente ajudados com uma palavra amável, um ato de serviço ou uma mão que ampare. Lembremos este ideal em nossas preces diárias. O signo oposto, Sagitário, regido por Júpiter, indica a mente superior ou espiritual. A faculdade racionadora de Mercúrio e a mente espiritualizada de Júpiter (9ª casa) darão ao individuo equilíbrio perfeito se ele souber aproveitá-las; usando-as astrologicamente, Mercúrio, o estelar da mente, é equilibrado por Júpiter, seu oposto, o estelar da lei e da ordem. Vejamos agora o signo de Câncer, regente dos assuntos da 4ª casa. Aí percebemos a influência mística da Lua, de Júpiter e de Netuno e por isso Câncer é chamado, com toda razão, a esfera da alma. A 4ª casa mostra também as condições na última parte da vida. Raciocinemos sobre isso. A Lua rege nossa personalidade, é o aspecto transitório, não permanente no ser humano. O indivíduo que luta toda a vida aprende suas lições nas tristezas e sofrimentos e depois que os anos passam e que tenha passado pelo máximo de vitalidade, começa a perceber as vibrações mais sutis, típicas de Netuno e de Júpiter, da mente superior espiritualizada (Júpiter) e da consciência expandida e da compreensão do verdadeiro caminho que conduz a Deus (Netuno). A casa oposta, a 10ª, e seu signo regente Capricórnio regido por Saturno, tipifica o que acabamos de dizer porque Saturno, como já mencionamos, é o símbolo do ceifeiro. Também indica proveito e ordem, pois Saturno é muito metódico e persistente. Se continuarmos a descuidar de nossos deveres neste mundo de leis e de ordem, chegaremos diante do nosso mestre Saturno e ele nos cobrará nossas dívidas. À medida que as saldamos com tristezas e sofrimentos, vamos aos poucos sentindo as elevadas vibrações espirituais de Netuno e de Júpiter. Então aprendemos de fato a transmutar a energia dinâmica de Marte, exaltado em Capricórnio, e a usar essa grande força regeneradora para auxiliar nossos companheiros de viagem. Consideremos agora a 5ª casa, regida por Leão que, por sua vez, é regido pelo Sol, representando a individualidade. Esta casa mostra as armadilhas na vida devido às buscas de prazeres materiais e também os deveres que temos para com nossos filhos e nossa atração por esses Egos. Aí aprendemos que é melhor seguir o caminho reto e estreito, pois a 5ª casa é a dos prezeres. A 11ª casa, oposta, é a de Aquário, regido por Urano. É a casa dos amigos, das esperanças, desejos e aspirações. Portanto, para conservar o equilíbrio, vemos que é necessário atrair apenas os melhores amigos que nos ajudarão numa vida de amor por todos como preparativo para a futura Época Aquariana que será uma época de amor e Fraternidade Universal. Examinemos agora o último par de signos e de casas. Estes nos mostram nossos maiores deveres neste plano físico. O signo de Virgem, regente da 6ª casa, é símbolo da pureza e serviço, mostrando-nos que devemos levar uma vida casta e servir a humanidade o melhor que podemos. Só então sentiremos as elevadas aspirações espirituais projetadas sobre a humanidade pela grande Hierarquia de Peixes, o signo da iniciação através das 12 casas, e dos co-regentes Júpiter e Netuno, a mente espiritual e a consciência divina. Então, teremos sido lavados nas lágrimas amorosas de Vênus por meio do pezar de todas as nossas transgressões e teremos afinal aprendido o verdadeiro significado da vida. (Publicado na revista: Serviço Rosacruz – 05/61)

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