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Geralmente, temos certas dificuldades, o que é natural, de entendermos as coisas exteriores, em todos os seus detalhes. E, quando nos dirigimos para o interior delas, as dificuldades crescem, em virtude da sutileza, pois caminhamos em busca da essência das mesmas. Na parte externa de uma semente, por exemplo, encontramos apenas, uma casca mais ou menos espessa, que pode ser mole ou dura. É, porém, em sua parte interna que está a vida. Ali, portanto, que está condensado no germe o potencial que gera como todos sabemos uma planta desde os menores até as frondosas árvores. Localizam-se, estas como acabamos de verificar, no interior da semente. A superfície, desta, é como se fosse um véu encobrindo ou tornando misteriosa a própria vida existente na semente. O melhor, entretanto, ocorre com o ser humano que, dentro da condição terrena, em escala ascendente, pertence evolutivamente ao quarto reino da Natureza. Olhando-o, o que vemos é seu veículo físico. Mesmo este veículo, nossa visão o apanha externamente, de maneira superficial. Há órgãos no corpo físico, que para serem vistos, só através da cirurgia ou qualquer outro meio que os tornem visíveis. Mas, este veículo é sólido, consistente, materialmente tocável. Por esta razão pode a ciência oficial examiná-lo diagnosticando algo. Porém, passando ao segundo veículo do ser humano o corpo etérico que interpenetra o veículo físico, vitalizando-o, e a referida ciência oficial pouco sabe. Desconhece, por exemplo, que o Éter é heterogêneo. A seguir defrontamos com o terceiro veículo do ser humano, o chamado Corpo de Desejos ou emocional, que está muito além do campo de estudo da ciência oficial. Uma das disciplinas da filosofia – a psicologia – é que está ensaiando os primeiros passos. Por fim temos a capacidade pensante do ser humano, o corpo mental que nos dá a possibilidade de pensar, analisar, deduzir, comparar, tirar conclusões. Embora tenhamos falado, até aqui, apenas nos veículos do ser humano, dá para perceber com nitidez, como é cheia de sutilezas e misteriosa a vida. Esses veículos, semelhantemente ao músico, os instrumentos que o Ego utiliza para executar a sinfonia da vida. Mas o que vem a ser o Ego? É o Espírito Virginal com todos os atributos divinos, que por entrosamento com as Hierarquias Superiores, recebeu o germe dos Espíritos Divino, de Vida e Humano, o Tríplice aspecto de Deus em si. E, assim, pode realizar a sua peregrinação através dos mundos. Entretanto, atingindo o Mundo Físico, chegou a um ponto em que a humanidade tinha imprescindível necessidade de uma ajuda extra. Basta dizer que o número dos que conseguiam alcançar a Iniciação era reduzidíssimo. E, lembremos bem, Cristo - Jesus disse que veio para salvar os perdidos. Disse ainda: “Estarei convosco até a consumação dos séculos”. Iniciou, então no ano 33 da nossa era, o impulso evolutivo do interior para o exterior, isto é, de dentro para fora. Cristo se tornou, desde então, o Regente da Terra, trabalhando dentro desta e espargindo para sua periferia em todas as direções, seu poderoso impulso de vida, altruísmo e amor, a contagiar a flora, a fauna e principalmente a humanidade. Antes de Seu evento estávamos sob a influência de Jeová, que refletia de forma indireta, de nossa Lua, o impulso espiritual que vinha do Sol. Cristo veio substituí-lo dando-nos diretamente a Sua influência Solar. Trabalhando dentro do ser humano, em sua estada anual na Terra, durante todo o Verão (Hemisfério Sul), ele vai estabelecendo o Reino do Amor e desenvolvendo pelo altruísmo, no interior de cada pessoa, o segundo princípio do Ego, o Espírito de Vida, semelhante em natureza, a Ele, Cristo. Deste modo, o Cristo Interno da Terra é uma Chispa do Cristo Cósmico, nosso Salvador. E o Cristo interno do ser humano é o que se está formando com auxilio dele. Feliz de quem entende isto, pois além de revelar ter compreendido a transformação evolutiva operada por Cristo em nossa Terra, sente dentro de si, o impulso de Sua Luz e Vida. E, como disse o evangelista João, “a vida é a luz dos homens”. O entendimento desta verdade nos torna imperturbável aos embates do mundo e já não nos deixou afetar com as exterioridades. (Publicado na Revista Serviço Rosacruz – Fev/66 - Dr. Helio de Paula Coimbra)

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