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O temor e a ansiedade são os maiores inimigos da felicidade humana. É a ferrugem moral e mental da personalidade. São os quinta colunistas na sabotagem de nossos melhores esforços. Debilitam a coragem e a iniciativa. São os cupins do caráter humano, pois corroem o próprio âmago da felicidade, ao mesmo tempo em que destroem as possibilidades de uma vida exuberante. Hoje, talvez mais que nunca, o coração dos homens está cheio de temor. Muitas são as tempestades a soprar furiosamente a fim de desintegrar o caráter. Todos têm experimentado os efeitos destes terríveis ventos. Cristo, por sua divina presciência falou a respeito destes dias. Eis Suas palavras: “Homens desmaiando de terror, na espectação das coisas que sobrevirão ao mundo. Porquanto as virtudes do céu serão abaladas”. (Lucas 21:26). O ser humano, sem Deus, não tem sossego. Nunca encontraremos descanso enquanto não acharmos segurança em nosso Criador. Em nós não é possível encontrar calma, mas Nele podemos achar. As alegrias do mundo são transitórias, fugazes; a paz de Cristo, porém, é duradoura, perpétua. Dentre as promessas das escrituras, de nenhum necessitamos mais, talvez, hoje em dia, que das palavras de Jesus: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vou dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração nem se atemorize”. (São João 14:27). Pesadas nuvens de incerteza pairam baixas e ameaçadoras. Os indivíduos se acham perplexo; falta-lhes estabilidade interior. Defrontados por esta situação, que melhor lhe poderia convir do que as graciosas palavras: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vou dou”. A paz de Deus sobrepuja o entendimento, pois o intelecto humano não pode compreender essa grande paz que Deus dá aos que lhe entregam plenamente o coração. Que é o temor? É o pessimismo e o descontentamento. Produz acabrunhamento, ódio, aflição, nervosismo, melancolia e vacilação. O temor e a ansiedade envolvem aquelas destrutivas forças que extinguem a esperança e a confiança. A despeito de o mundo viver de temor, e os nervos das pessoas se acharem retesados, temos uma mensagem de ilimitada esperança, uma mensagem de alegria e felicidade, uma promessa de completa vitória sobre os temores que assediam a humanidade. No mesmo capitulo de São Lucas que fala das pessoas desmaiando de terror encontramos um quadro dos que estão fortes em Deus: “Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima, e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”. (Lucas 21:28). Aí está um grupo que não se acha cabisbaixo. Homens e mulheres que triunfam da perspectiva que os rodeia mediante o olhar para cima. Na vida do verdadeiro cristão o poder do temor e da ansiedade deve ser completamente neutralizado. Viver no mundo e participar dele são duas coisas diversas. “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (são João 16:33). Não precisamos ser participantes do temor, da perturbação, da melancolia e do pessimismo que esgotam as forças vitais. O temor não deve dominar o cristão. Cristo é o vencedor de todos os poderes das trevas. Recebendo Cristo, tornamo-nos também vitoriosos. Hoje, como nunca antes, necessita o mundo de otimismo. Como cristãos podemos ser a força que atrai as pessoas à renovada confiança em Deus e em seus semelhantes. Cabe-nos o privilegio de demonstrar o que Deus pode fazer mediante pessoas a Ele plenamente entregues em dias trágicos assim como atravessamos. Quando os tempos vão pelo pior, deve os cristãos ir pelo melhor. O cristão deve sentir-se cheio de segurança, de coragem e de esperança. Deve libertar-se da prisão das circunstancias e tornar-se livre mediante a verdade de Deus: “Conhecerei a verdade e a verdade vos libertará” (São João 8:32). Libertará de que? Dos elementos negativos que destroem a s qualidades positivas da vida. Isto quer dizer libertar do temor, da ansiedade, do pessimismo, da perturbação interior. Um dos inquietantes temores da humanidade é o temor do fracasso. Isto enfraquece de tal modo uma pessoa que ela se torna ineficiente em seu trabalho. Jesus pouco se preocupava com o êxito ou o fracasso em termos de valor material. Se Jesus vivesse em nossos dias, seria considerado pelas normas correntes, um verdadeiro fracasso. Sua vida é um registro de derrota aos olhos daqueles com quem vivia. Ele não foi reconhecido pelos intelectuais do Seu tempo. Nas comissões dos financistas, não teve Ele assento. Não possuía domínio real e nem tinha outros bens. Foi rejeitado como traidor por sua própria nação. Foi crucificado pelos romanos e morreu da ignominiosa morte de cruz. O tempo, entretanto, vindicou a Cristo. Sua vida ergue-se triunfante. Seu êxito baseava-se em valores espirituais. Da mesma maneira podemos ser um completo fracassado aos olhos do mundo, e ser, contudo, um êxito glorioso diante de Deus. Uma coisa unicamente requer Deus de nós – LEALDADE. Somos chamados a viver em harmonia com Sua Lei. Fazei com Ele inteira confiança. O temor da morte está dominando a muitos. Quando um homem vive temendo continuamente morrer, não pode viver bem. O cristão não teme a morte, pois sabe que tem a vida eterna em Cristo, no porvir. Os cristãos não são criaturas do tempo, mas da eternidade. Esta vida não é o fim, mas antes um preparo para o glorioso começo. Para o cristão, a morte não é uma derrota. Destemido, pode dizer como o salmista: “ainda que eu andasse pelo vale da sombra e da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo, a Tua vara e o Teu cajado me consolam” (Salmo 23:4). Aqui há perfeito triunfo sobre o temor da morte. Se quereis viver, bani o temor da morte. Vossa vida está em Deus. “Porque Nele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. (Extraído: Serviço Rosacruz – Nov/60).

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