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O Sermão da Montanha nos convida a uma reflexão sobre o sentido que damos às nossas vidas. Isso se evidencia quando Cristo afirma que “onde estiver o vosso tesouro, lá estará também o vosso coração”.

Diante dessa advertência cabe a cada um perguntar-se: “Qual é a coisa mais importante em minha vida?”. “Qual é o meu tesouro?”, pois nele está o meu coração. Ele determina o foco de todas as minhas ações.

Viktor Frankl, médico e psiquiatra austríaco, falecido em 1.997, afirmava que a salvação do homem é encontrar um sentido para a sua vida. Porém, enfatizava que esse sentido não deve ser entendido como um mero objetivo futuro. Não pode ser imediatista, egoísta ou fútil. Tem de ser algo transcendente, maior que o próprio indivíduo.

Essa conclusão surgiu das dolorosas experiências que viveu num campo de concentração nazista, onde esteve confinado na Segunda Guerra.

Segundo seu relato, as pessoas que nutriam um ideal superior ou elegeram um sentido mais nobre para suas vidas resistiam melhor àquela tragédia. Não só conseguiam manter-se esperançosas quanto às suas possibilidades de sobrevivência, como também confortavam as demais.

Somos todos livres para escolher um sentido maior para nossas vidas. Acautelemo-nos, contudo, em relação às armadilhas luciféricas que aparecem pelo caminho. O que pode, à primeira vista, parecer um objetivo superior, às vezes não passa de um anseio de satisfação do ego. Percrustemos o mais profundo da nossa consciência para avaliar essa situação. Um objetivo superior pressupõe inegoísmo absoluto e uma grande dose de sacrifício pessoal. Ali é que deve estar com toda inteireza o nosso coração.

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