Get Adobe Flash player

Há no mundo uma lei segundo a qual não há um ato livre na Natureza. Isto posta em linguagem comum quer dizer que todas as manifestações da vida, mesmo as mais sutis, se devem a um antecedente chamado causa. Essa é a lei da causa e efeito, a mesma lei decretado em Gênesis 1: 11,12: “frutos segundo a sua espécie”

            Foi por certo pensando nesta lei que Ele mesmo criara que Cristo associou as ações da vida ao infalível decreto da sementeira e colheita. Disse Ele: “Por seus frutos os conhecereis”, Mateus, 7:16.

            É possível distinguir uma árvore pelo tipo de suas folhas, pela cor da madeira, e por outros dados catalogados pela História Natural? Mas é pelo fruto que ela será conhecida até mesmo por uma criancinha. E a natureza deste fruto não é mais que o desdobramento da natureza da semente lançada no solo.

            Pode suceder que uma semente posta na terra, não germine dada a interferência de fatores variados como o solo, a época da semeadura, etc., mas se a semente lançada era viva, é quase certo que germinará. Pode haver algumas vezes um retardamento da germinação, mas esta se dará, afinal, mesmo permanecendo a semente muitas vezes algum tempo no solo em estado de anabiose.

Transportemos a lição para o terreno da vida diária. Cada ato de nossa vida, cada pensamento, cada palavra, cada gesto, é uma semente lançada que cedo ou tarde produzirá o seu fruto. Ninguém pode pensar que pode viver uma existência tão inteiramente independente que seja o que for que fizer não venha a correr o risco de estar a semear uma semente cujo fruto fatalmente colherá.

            “Vede como andais” – disse o Apóstolo. E em outro lugar: “O que semeia na carne, da carne ceifará corrupção”. É uma lei da vida, tão segura e infalível como a da semeadura e da ceifa, que não somente colheremos o que semearmos como também não iludiremos por tempo indefinido aos que privam conosco quanto à espécie de árvore que somos. Os frutos de nossa vida a seu tempo se manifestarão, e então, com indisfarçável surpresa, ver-se-á que não se estava a tratar com árvore de boa cepa, mas com madeiro de má qualidade.

            A vista disso, com quanto cuidado não deveríamos policiar as palavras de nossos lábios, os pensamentos de nossa cabeça e os atos enfim, de nosso viver diário; porque não queremos semear mal para colher pior, como não queremos mostrar-nos senão aquilo que somos na realidade. Por isso que por nossos frutos nos revelaremos, seja esses frutos, o produto da semente pura e boa da graça derramada em nossos corações.

 

(Revista: Serviço Rosacruz – out/60)

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar