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Max Heindel afirmou que a verdadeira finalidade da vida não é a busca da felicidade, mas sim a aquisição de experiência. Em outras palavras o PROPÓSITO DO SER HUMANO NÃO DEVE SER GOZAR, MAS CONHECER.

A busca de valores externos acentuou-se nos últimos anos, mas todas as suas possibilidades de tornar o homem feliz fracassaram e esgotaram-se. Superestimou-se a razão e a ciência em detrimento da devoção a ideais elevados. A humanidade alcançou um admirável nível de progresso material, mas não encontrou a paz.

Ao longo desse período, duas grandes guerras aniquilaram milhões de vidas levando outras tantas ao sofrimento e desespero. Bombas atômicas destruíram por completo duas cidades asiáticas, revelando a capacidade destruidora da mente não-espiritualizada.

O ser humano já pisou na Lua por duas vezes, mas não equacionou o seu próprio desequilíbrio. Por esta razão a humanidade vive inquieta e seus desencontros parecem profetizar o Apocalipse iminente. No entanto, é essa mesma inquietação que está levando o indivíduo a sair do caos.

Vemos a busca externa já em seus estertores. Encontra-se em marcha um crescente processo de interiorização. Fora não há mais solução.

            Até agora a humanidade desenvolveu parte de suas potencialidades para satisfazer necessidades exclusivamente materiais, como se isso fosse um fim e não um meio. O resultado de todo esse esforço foi um crescimento unilateral, incompleto, que veio confirmar a advertência do Cristo: “Não só de pão vive o homem”.

            Existem outras necessidades que igualmente devem ser satisfeitas. O ser humano não consiste meramente num corpo mortal que um dia retornará ao pó. Ele em si mesmo é uma Centelha Divina, imortal, clamando pela satisfação de anseios superiores.

            Essa CENTELHA manifesta-se através de várias naturezas: mental, emocional, física e espiritual. Enquanto cada um destes aspectos não for convenientemente alimentado haverá algum tipo de carência, sofrimento e limitação.

            O ser humano integral é algo transcendente, muito mais do que a matéria física, finita e corruptível.

            “A carne e o sangue não herdarão o reino dos céus”, disse São Paulo. E nos Evangelhos o Cristo proclamou esta verdade: “O reino de Deus está dentro de vós”. Bendita é essa inquietação que nos faz com tanto ardor procurar esse “reino” em nosso íntimo.

(Publicado no ECOS – jan/fev/91)

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