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Na carta nº 30 do livro “Carta aos Estudantes”, Max Heindel comenta e esclarece este tema. Pode parecer, a primeira vista, que o mal foi determinado por Deus. Aparentemente, Ele é responsável por todo o sofrimento que aflige a humanidade. Mas, não é esta a questão. A Bíblia afirma que os Eholim (Hierarquias Criadoras) viram que tudo o que haviam criado era bom, uma vez encerrado o seu trabalho. A Obra Divina, originalmente, é boa e perfeita. Porém, ela deve crescer e aperfeiçoar-se ainda mais e continuamente. Nesse processo pode haver um desvio do padrão original de qualquer esquema de evolução. E foi o que ocorreu com a Onda de Vida Humana. Na última parte da Época Lemúrica e nos primórdios da Atlântida, o ser humano era puro e inocente, guiado docilmente pelos anjos que o conduziam no caminho do desenvolvimento. O homem não possuía razão, coisa que lhe era desnecessário naquele momento, pois havia somente um caminho a seguir. Não conhecia a dor, a tristeza e a enfermidade. Sua consciência dos planos materiais era pictórica, isto é, voltada para dentro, enfocada plenamente nos planos internos da natureza. Aquela consciência familiarizada somente com o plano da unidade não sabia o que era separatividade. Ela só observava o todo, o “quebra-cabeças” montado, mas não notava as partes que o compunham. Não precisava fazer escolhas, pela simples razão de que não se via à frente alternativas. Havia um único caminho a seguir. No capítulo referente à Queda do Homem, a Bíblia narra como pela influência dos espíritos Lucíferos – os Anjos caídos – o mal aparente veio até nós. Instigados pelas forças lucíferas, simbolizadas pela serpente, o homem primitivo comeu do fruto proibido da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Seus olhos foram abertos para o mundo material e aí ele percebeu que poderia utilizar suas divinas potencialidades sem ajuda das Hierarquias Criadoras. Passou a fazê-lo, todavia, ignorantemente, porque não estava preparado para tal. Até então era um ser passivo. Após comer do fruto proibido, tornou-se ativo, procurando traçar seu próprio caminho. Nesse afã, passou a agir egoisticamente na defesa de seus próprios interesses. Dessa forma, agindo em desarmonia com as leis naturais acabou gerando a dor, o sofrimento e o temor à morte. Assim, o mal aparente veio ao mundo. Contudo, as forças que servem ao bem passaram a utilizar o mal para uma finalidade benéfica, ou seja, fazer com que o homem aspire a um bem ainda mais elevado. Como? Fazendo ressaltar, por contraste, a beleza e a harmonia do bem. As guerras, por exemplo, pelo sofrimento que causam, enfatizam a necessidade da humanidade buscar a paz. Não se pode destruir o mal, mas tão somente transmutá-lo em bem.

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