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O Caminho da Preparação – Parte V

 

A observação é o emprego dos sentidos como meio de obter informações a respeito dos fenômenos que ocorrem a nosso redor. Como dissemos, a observação e a ação geram a Alma Consciente, que representa a colheita da experiência do Espírito Divino, o mais elevado aspecto de nossa Trindade interna, através de sua contraparte, o Corpo Denso. É, pois, da maior importância, para nosso desenvolvimento espiritual, que observemos fielmente tudo o que se passa em nosso derredor. Se não gravamos corretamente as coisas observadas provocaremos uma discordância entre as imagens formadas na memória consciente pela observação e as recordações automáticas feitas fielmente através do Éter do ar, pela respiração e que constitui a memória subconsciente. Esta memória é mais importante que a consciente e constitui a maior parte de nossa atividade interna. A moderna psicologia está levando na devida conta esses registros. A filosofia Rosacruz, que alia ciência, a arte e a religião, explica logicamente estas coisas e possibilita o equilíbrio interno pela coerência entre estas duas memórias.

                O ritmo e a harmonia do Corpo Denso se perturbam proporcionalmente às inexatidões de nossa observação de mal-estar interno, quando diz uma mentira, exagera uma verdade ou dá versão maliciosa a qualquer coisa. Quando chega a noite e ele faz seu exercício de retrospecção, vai encontrar a causa, quando não a percebe de imediato, como é comum. Quando não desfazemos essa desarmonia, pelo arrependimento sincero e consciente, nossas atividades durante o sono o fazem, parcialmente apenas. Mas a luta de vibrações, dia após dia, ano após ano, irá gradualmente destruindo e endurecendo nosso organismo, até que se torne impróprio para emprego do espírito neste mundo.  Temos então de abandoná-lo e buscar novas experiências, mais tarde, em um novo e melhor corpo. Mas o Aspirante dedicado pode amenizar esses transtornos e alongar sua estada nesta escola, pois é desejável que aprenda mais, quando já está no caminho. Na proporção direta à exatidão com que aprendamos a observar, obteremos concomitantemente paz interna, saúde e longevidade. Outro ponto importantíssimo: necessitaremos de menos horas de sono para restaurar as perdas corporais e psíquicas. O tempo para restaurar e reestabelecer o ritmo dos corpos depende da maneira como tenhamos empregado o Corpo Denso durante o dia. Se permitirmos que o Corpo Denso se agite durante o dia entre emoções descontroladas, desarmonias de observação, o Corpo Vital levará mais tempo, durante a noite, para restaurar a harmonia e o ritmo do Corpo Denso e nós precisaremos de mais tempo para harmonizar nossos Corpos, enquanto dormimos. Assim, vemos que o ser humano, o Ego, fica ligado a seu corpo dia e noite. Mas quando aprendemos a descansar na ação e controlarmos nossas energias durante o dia, evitando desperdiça-las em palavras e atos desnecessários; quando começarmos a dominar nossos impulsos, a amoldar nosso caráter e impedir desarmonias na observação, então o Corpo Vital não precisará trabalhar durante a noite para restaurar o Corpo Denso e harmonizaremos nossos Corpos superiores em um tempo muito menor. Grande parte da noite poderá, então, ser empregada, para trabalharmos fora do Corpo Denso, livres, como Auxiliares Invisíveis, inicialmente, inconscientes.

Do exposto pode o leitor avaliar a grande importância da observação correta, a par da devoção a elevados ideais, alimentação pura, etc., e persistência, sobretudo, para chegar-se a um resultado superior pelo caminho mais curto, o caminho do meio, representado pelo cetro do símbolo do caduceu.

                Para arrematar, podemos lembrar que a capacidade maior ou menor de observação, está indicada no horóscopo científico, de modo a permitir nos educar e orientar nossos filhos nesse importante ponto. Leia-se em “A Mensagem das Estrelas”, o seguinte trecho, sobre o assunto: “É um fato científico bem conhecido que a sensação depende da habilidade de sentir e interpretar a vibração do Éter do ar, de acordo com o sentido correspondente (visão, olfato, paladar, tato e audição). Os videntes antigos tomaram o báculo de Mercúrio como o símbolo de seus efeitos espirituais incorporados nas formas ondulantes das duas serpentes, branca e preta, enroscadas no cálculo, há também este: que Mercúrio é o originador de todo o movimento vibratório, sendo, pois, um fator primordial no produto da sensação e no processo mental que dela depende. Portanto, a elevação de nossa consciência, como resultado dos processos mentais, conscientes, depende de Mercúrio, que rege nossa Mente, nosso raciocínio. Dai vemos que um Mercúrio elevado (no meio Céu), forte e bem aspectado, torna agudo os sentidos e a Mente mais engenhosa e penetrante. Ao contrario, quando Mercúrio está mal aspectado, produz embotamento dos sentidos e torna a pesa hipersensitiva, nervosa”. E como os astros indicam o que nós construímos anteriormente, aceitamos com isso nossa responsabilidade no caso e tratamos de destecer o mal e tecer o bem, pois, se o destino foi construído por nós, também por nós pode ser modificado. E de fato está sendo, continuamente. “Os astros impelem, mas não obrigam”. Podemos e devemos mudar o horóscopo, indicativo de nosso caráter. E a maneira científica, racional, de fazê-lo, é indicada por Max Heindel, em toda a sua obra. .


(Extraído da revista Serviço Rosacruz de Maio de 1964).             

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