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Estas duas palavras foram dadas ao Ser Humano por Jeová, o Deus de Raça, por meio de Moisés, o grande legislador, profeta e guia dos israelitas. Quando tinha somente três meses de idade, Moisés foi colocado num cesto por sua mãe e escondido no rio de um canavial, aonde a filha do cruel Faraó vinha diariamente banhar-se. O Faraó tinha assinado um decreto determinando que todos os filhos de sexo masculino dos hebreus deviam ser mortos, mas quando a princesa achou este cesto com o seu precioso conteúdo, “tomou para si e cuidou como seu próprio filho”. Moisés foi educado como um príncipe e tornou-se um guia popular, até que na idade dos quarenta anos incorreu na má vontade do rei por defender um hebreu em quem um egípcio estava batendo. Moisés fugiu então da corte do Faraó e passou a residir “na terra de Madian”, onde lhe nasceram dois filhos. E quando tinham decorrido quatro anos e Moisés tinha oitenta anos de idade, pediu ao Senhor a tarefa de libertar os hebreus da servidão do Faraó. Provou aos seus inimigos como era poderoso e como estava bem protegido e guiado por Jeová, o Deus de Raça. Demonstrou como podia fazer descer a ira de Jeová sobre os súditos do rei causando repetidos flagelos e pestilências. Eventualmente libertou os israelitas e conduziu-os à terra prometida. O mundo estava então entrando no signo marcial de Áries, governado pelo sangrento Marte. Um grande guia, normalmente, aparece nos tempos críticos, quando é necessário guiar o povo para uma nova forma de religião. Ele dá-lhes o suporte moral tão necessário quando a humanidade está sob vibrações perturbadoras. Depois que os israelitas alcançaram o Deserto de Sinai, Moisés foi chamado ao “Monte” (Segundo os ensinamentos rosacruzes, o Monte está situado no cérebro, por onde o Ego entra e sai livremente do Corpo Físico). Lá, enquanto estava fora do corpo, comunicou-se diretamente com Jeová. Os guias religiosos principais são, em geral, altamente desenvolvidos e capazes de deixar o corpo à vontade. No mundo espiritual eles se comunicam diretamente com os grandes Seres. Moisés era um Iniciado escolhido, com uma grande missão a cumprir. A Era* de Áries devia ter um guia poderoso, alguém que pudesse usar métodos severos e cruéis para governar e conservar sob domínio este povo “teimoso”. A dispensação dada a Moisés por Jeová era muito severa e entre as Leis, as que se seguem predominavam. “Mas se houver outros danos, urge dar vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” (Êxodo 21: 23-24). A Era de Áries tem sido muito cruel. É estranho como o temperamento das pessoas muda, tomando traços e disposições do signo que governa a terra durante os grandes períodos mundiais. O signo de Áries, governado por Marte, expressa a natureza marcial e os antigos israelitas eram denominados um povo endurecido, como se diz em Jeremias, 17: 23: “mas eles não deram ouvidos, nem inclinaram suas orelhas; antes, endureceram a sua cerviz para não ouvirem, e para não receberem a correção”. A fim de governar tal povo eram necessárias as mais severas leis. Com isto podemos observar verificando uma concordância bíblica, procurando a palavra “matar” achamos, aproximadamente, duas vezes tantas referências no Antigo como no Novo Testamento. Embora pareça estranho, este mesmo Moisés deu ao mundo os Dez Mandamentos, entre eles: “NÃO MATARÁS”. Todavia os israelitas mataram mais do que qualquer outro povo. A sua religião foi construída sobre a carnificina e os seus altares defumados com o sangue dos animais. Isto continuou até a destruição do Templo em Jerusalém (70 D.C.), quando cessaram as ofertas de sangue. A religião da Era de Peixes não mais tolerou o sacrifício da vida de animais como tinha sido feito pelos israelitas. Eles acreditavam que o Espírito estava no sangue e que quando espalhado sobre o altar, santificava-o e espiritualizava o santo lugar sobre o qual o sacerdote o espalhava. Somente animais sem defeito seriam oferecidos sobre os altares de Jeová. Embora o ser humano ainda esteja pronto para guerrear contra o seu irmão, avançou ao estado em que protege os animais desses abusos e hoje recusaria entrar num santuário que estivesse manchado de sangue dos animais. Embora ainda esteja poluindo o seu corpo alimentando-se com a carne desses animais; se fosse forçado a matar tudo que come, rapidamente, cessaria de devorar estes corpos de animais a fim de escapar à crueldade necessária para matá-los. O primeiro ser humano que a Bíblia registrou como carnívoro foi Noé. Foi forçado a usar a carne como alimento depois do dilúvio. No Livro do Gênesis (9: 3-4) encontramos o decreto: “Tudo o que se move e vive vos servirá de alimento; eu vos dou tudo isto, como vos dei a erva verde. Somente não comereis carne com a sua alma, com seu sangue”. Estas duas admoestações de Jeová inauguraram o comer carne e ocorre até a presente época, contribuído para tornar a humanidade mais brutal, mais inclinada à luta e a matar. O indivíduo tem progredido em literatura, arte, ciência e invenções; as suas realizações nos últimos dois séculos em todos os campos, em discernimento, percepção e conhecimento geral sobrepassam as de muitos séculos precedentes. Embora o ser humano seja superior em desenvolvimento físico e mental a qualquer outro organismo vivo, ainda é tão carnívoro nos seus desejos e tão pronto a verter sangue dos seus irmãos mais jovens como era durante longínquos tempos quando saiu da Arca. O ser humano tem a posição exaltada de um filho de Deus e a herança preciosa da imortalidade, mas tem uma cruel degenerescência que tem sido responsável pelo derramamento de oceanos de sangue. O ser humano tem-se tornado moralmente retrógrado, apesar do desenvolvimento do seu cérebro; insaciável nos seus apetites e generoso nas suas luxúrias; por alimentos que precisa, causa a morte por atacado aos animais e ao mesmo tempo alimenta a sua natureza inferior do Corpo de Desejos. De certo modo, podemos admitir que o ser humano é pior do que o animal de presa que não possui uma Mente com a qual pense e raciocine. Os animais de presa matam somente para aplacar a sua fome, mas o ser humano não se satisfaz em matar só para comer; mata por esporte; mata para exibir sua habilidade de atirador. A parte mais diabólica de toda natureza brutal do ser humano é encorajada pela sua delicada e bela mulher, cujos desejos são responsáveis pela mais brutal caça e morte das criaturas de pêlo e penas, para que ela possa realçar sua beleza. Homens e mulheres das raças selvagens e tempos antigos usavam peles para se protegerem dos elementos, mas a humanidade avançada encontrou muitos métodos de manufaturar tecidos em infinita variedade para que as peles não sejam mais uma necessidade. Todavia, a vaidade e o egoísmo femininos exigem as peles dos pequenos animais que, à procura de alimento caem em cruéis armadilhas e que depois de presos permanecem muitas vezes por dias agonizando lentamente até a mais terrível morte. A mulher tem, no seu íntimo, pequenas mãos para regenerar o mundo inteiro. Durante mais de dois mil anos tem sido ela o principal suporte da religião; tem feito muito para que as Igrejas se conservem cheias e tem feito liberais donativos para mandar missionários a países estrangeiros levarem a religião cristã a nações pagãs, ou seja, a nações que não aceitaram a religião cristã. Na vida atual essas nações são muitas vezes menos pagãs do que os nossos cristãos ocidentais, porque Buda e Zoroastro ensinaram, ambos, a abstinência de alimentação carnívora. Como podem então os povos cristãos, comedores de carne, persuadir aqueles povos da superioridade dos ensinamentos cristãos? Foi-nos dito, por Max Heindel, que a religião cristã, com seus ensinamentos, é a mais exaltada de todas e, a seu tempo, se espalhará por todo o mundo. Para alcançar este objetivo deve tornar-se uma religião inofensiva e o Cristão deve primeiro viver o que Cristo ensinou, desenvolvendo o Espírito de Amor e Compaixão. Desse modo pode convencer os povos de outras raças que a religião cristã não é uma religião de violência; que Cristo veio realmente ensinar a Fraternidade Universal; que o nosso Deus não é um Deus de guerra e terror. À medida que a nova Idade, a humana Idade Aquariana, se aproxima, o ser humano está destinado a cumprir a sua missão e cessará a sua destruição e crueldade para com os animais. Somente quando a Humanidade cessar esta desnecessária carnificina, o mundo alcançará finalmente um estado pacífico. A nova Idade será uma idade vegetariana e, também, uma idade sem guerra porque tão depressa como a humanidade cesse de matar os seus irmãos mais jovens (os animais), a natureza carnal do ser humano experimentará uma completa mudança e não mais desejará matar os seus semelhantes. Não haverá desejo para dominar quando a Idade Aquariana seja estabelecida. A profecia de Isaías será cumprida: “E eles transformarão suas espadas em enxadas e as suas lanças em arados; as nações não levantarão espada contra nações, nem mais aprenderão a arte da guerra”. (Extraído: Serviço Rosacruz – 05/59) *nota atual: Idade e Era devem ser compreendidas como sinônimos.

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