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Os objetivos desse artigo é retomar um dos problemas mais antigos e ainda enfrentados pela Fraternidade Rosacruz: a dificuldade de foco que seus estudantes apresentam para seguir fielmente seus ensinamentos.

Com a proximidade da Era de Aquário, há maior disposição de materiais mentais sobre universalismo, ciência, criação de novos sistemas e de corporações. Embora a disponibilidade espiritual de tais conceitos favorecesse a concretização da fraternidade universal no mundo, a mesma também facilita a falta de foco, pois o universalismo mal compreendido resulta em impraticabilidade, amizade pessoal, anarquia e licenciosidade.

Cada escola esotérica é constituída para atender uma determinada necessidade espiritual de uma determinada classe de seres humanos. Assim, quando uma pessoa decide receber ensinamentos de uma Escola de Mistérios, necessariamente se impregna com suas vibrações. Estas necessariamente devem estar em consonância com a estrutura de todos os corpos que o aspirante possui.

Mesmo que objetivos de diferentes escolas se assemelhem, não há dúvidas de que as práticas de cada uma devem diferir, pois a estrutura e a organização dos corpos determinam as especificidades e as necessidades que de cada classe. Assim, uma prática pode ser benéfica para uma estrutura de corpos; a mesma prática pode não gerar efeito algum sobre outra classe; porém, a mesma prática pode acelerar, de modo desregulado, a vibração de determinados átomos. Se isso ocorrer, perturbações muitas vezes irreparáveis podem ocorrer. Outras práticas podem estimular o plexo solar com o propósito de desenvolver a visão espiritual. Mas para o Ocidental, por exemplo, este estímulo não deve ocorrer novamente, antes que a ponte espiritual entre a glândula pineal e pituitária esteja formada. Do contrário, a degeneração de células neuronais e alterações do fluxo sanguíneo cerebral poderão ocorrer e tais fatos terão influencia sobre o bem mais precioso que um ser humano possui: a capacidade de produção de experiências enquanto encarnado.

A regra de ouro é a seguinte: cada escola de pensamento possui métodos seguros para uma determinada classe de seres. Ela possui seu tom ou frequência vibratória particular e sua sinfonia é estabelecida pelo seu método pedagógico particular, proposta de práticas espirituais e necessidades da constituição dos corpos (ex: corpos ocidentais necessitam de métodos ocidentais; corpos orientais necessitam de métodos orientais). No ocidente, tais práticas objetivam fazer o aspirante “abandonar seu pai e sua mãe” para realizar a alquimia espiritual e formar o Cristo interno.

A busca por novos sistemas baseados no intelecto e ciência, justificada pelo universalismo e cooperação aquariana, pode acabar se tornando permissiva ao ponto de ser impraticável e perigosa por utilizar de métodos incompatíveis a estrutura de uma classe. Os motivos para isso são:

  1. 1)Não é possível percorrer mais de um caminho ao mesmo tempo e a mescla de tons de diferentes escolas ou de pseudo-escolas, fará com que haja dissonâncias vibratórias importantes que não sustentarão a sinfonia. Assim, nenhum resultado será alcançado ou resultados desastrosos podem ocorrer;
  2. 2)A licenciosidade é incapaz de filtrar práticas discrepantes de uniões inúteis, tornando-se anarquia;
  3. 3)Uma escola de mistérios não é resultado do trabalho de um grupo de pessoas que estudam, ou de trocas de experiências entre amigos; mas desenvolvida a partir do resultado de vivências espirituais acumuladas por muitos séculos, e que obedecem à constituição física e espiritual de uma classe de pessoas. Ela está necessariamente em consonância com as leis do universo e é desenvolvida pelos pioneiros da evolução. Em outras palavras, não é possível constituir ou fundar uma Escola de Mistérios a partir da formação de grupos; ou mesmo sozinho (não foi Max Heindel que fundou a Fraternidade Rosacruz, mas uma linhagem de Seres Elevados que colheram sabedoria de todos os cantos do mundo e transmitiram para ele, um método espiritual poderoso de desenvolvimento).

Talvez devêssemos assinalar, entretanto, que Max Heindel, nos aconselhava a constituir grupos de estudos da filosofia rosacruz, devidamente afinados a elas e pautados em sua literatura. O estudo de outros autores como, por exemplo, Elman Bacher, Corine Helinne, Thorwald Dethefsen, entre outros, é também recomendado.

A ideia de ser fiel a um método pode parecer cristalizadora para muitos que são adeptos ao universalismo a qualquer preço. Porém, é impossível negar o fato de que necessitamos do auxílio de seres humanos que já alçaram as maiores Iniciações. A ideia de construir grupos independentes ou autônomos, ou ainda, de modificar ou inovar os métodos já existentes com a justificativa de formar conhecimentos universais, é em realidade um orgulho latente e incompreendido por quem assim age; pois neste processo, não percebe que está tentando igualar seus feitos aos de seres como os Irmãos Maiores e a Christian Rosenkraus, que não apenas se libertaram do ciclo de nascimentos e de morte, como estabeleceram o Mar Fundido para auxiliara humanidade.

Aprofundar em um caminho e excluir o resto parece ser contraditório do ponto de vista material. Mas pela perspectiva espiritual que segue a lei da polaridade, o mais correto é aprofundar um único caminho. Assim, a expansão de consciência ocorrerá de modo seguro e saudável, até o ponto de dissipar a verdadeira separatividade. O verdadeiro universalismo sabe filtrar aquilo que não tem sustentação para realizar a tarefa grandiosa de religar o ser humano a Deus.

“Que as rosas floresçam em vossa cruz”

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