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Ao fazer a análise do Gênesis, é necessário acrescentar algumas palavras a respeito da “Queda”, que é a pedra angular do Cristianismo popular. Se não tivesse havido “Queda” não haveria necessidade do “Plano de Salvação”. Quando a Terra saiu do caos, passou primeiramente pela fase vermelho-escura, conhecida pelo nome de Época Polar. A humanidade evoluiu então em um Corpo Denso muito diferente do atual. Na fase ígnea – Época Hiperbórea – o Corpo Vital foi agregado ao denso e a humanidade era então uma espécie de planta, isto é, possuía veículos semelhantes aos das atuais plantas e uma consciência igualmente semelhante, ou melhor, uma consciência parecida com a que temos atualmente num sono sem sonhos, quando os corpos Denso e Vital se encontram abandonados no leito. Nessa Época Hiperbórea, o corpo denso tinha a aparência de um enorme saco de gás, que flutuava por cima da Terra ígnea; e que o corpo emitia esporos, que se desenvolviam e eram logo utilizados por outras entidades que os habitavam. Naquele tempo o ser humano possuía os dois sexos, era hermafrodita como as plantas. Na Época Lemúrica, quando a Terra ia esfriando, formaram-se grandes crostas semelhantes a ilhas no meio dos mares em ebulição, e o corpo do ser humano também se solidificou, adquirindo certa semelhança com o que possui hoje. Tinha então a aparência de um macaco; o tronco era curto, os membros enormes, os calcanhares projetados para trás, faltando quase por completo, a parte superior da cabeça. A humanidade vivia numa atmosfera de vapor a que os ocultistas chamaram névoa ígnea. Não tinha pulmões e respirava por meio de tubos. Possuía interiormente um órgão parecido com uma bexiga que enchia aspirando ar quente a fim de ajudá-lo a transpor as enormes aberturas da terra, produzidas pelas erupções vulcânicas. Por detrás da cabeça projetava-se um órgão que se encontra agora no interior e que os anatomistas chamam de glândula pineal, ou terceiro olho, se bem que nunca tenha sido um olho, mas um órgão de sensação. O próprio corpo não possuía, nesse tempo, sensação alguma. Mas quando se aproximava muito de uma cratera vulcânica, o calor, percebido por esse órgão obrigava-o a afastar-se antes do corpo ser destruído. O corpo denso tinha-se então solidificado a tal ponto que era impossível ao ser humano continuar a sua reprodução por meio de esporos. Um cérebro, órgão do pensamento, tornava-se necessário. A força criadora de que nos valemos agora para construir estradas de ferro, navios, aviões, etc, no mundo exterior, foi utilizada na construção deste órgão. Como todas as demais forças, era bipolar, positiva e negativa. Um dos pólos dirigiu-se para cima, construindo o cérebro, deixando o outro disponível para a propagação. O ser humano deixou de ser uma unidade criadora completa. Possuía apenas a metade da força geradora, sendo-lhe necessário buscar o complemento fora de si próprio. O ser humano não era então consciente como é agora. Tinha mais consciência do Mundo Espiritual que do Mundo Físico; mal podia ver o seu corpo físico e não era consciente do ato gerador. A afirmação biblica de que Jeová adormecia o ser humano quando este devia reproduzir-se, está correto. Não havia dor nem dificuldades no parto e por causa da consciência extremamente incipiente do seu ambiente físico, o ser humano não percebia a perda do seu corpo denso pela morte, nem da sua entrada em um novo veículo físico em cada novo nascimento. Naquela época “os seus olhos não estavam abertos” e os seres humanos não tinham consciência uns dos outros no Mundo Físico, ainda que advertidos e despertos no Mundo Espiritual. Também sob a direção dos Anjos particularmente aptos para ajudar no relativo à propagação, eram reunidos em grandes templos, em certas épocas do ano, quando as linhas de força planetária eram propícias. Ali, o ato da geração era cumprido como um sacrifício religioso. Quando o homem primitivo – ADÃO - teve contato com a mulher, o espírito, durante um momento penetrou a carne, e “ADÃO conheceu a mulher”, quer dizer, tornou-se consciente da sua presença física. O pecado é um ato contrário a Lei. Enquanto a humanidade se propagava sob a direção dos Anjos, que tinham conhecimento das linhas de forças cósmicas, o parto não era doloroso, tal como sucede atualmente aos animais selvagens, que se acasalam somente em épocas determinadas do ano, sob a direção dos seus Espíritos-Grupo. Mas quando o ser humano se deixou guiar pelos conselhos de certos espíritos (Lucíferos) colocados a meio caminho entre a humanidade e os Anjos, começou a procriar em qualquer época do ano, descuidando das linhas cósmicas. Esse pecado de “comer da árvore do conhecimento”, foi a causa do parto com dor, que Deus anunciou a Eva. Ele não a amaldiçoou; tão somente declarou o que resultaria do uso ignorante e inconsiderado da função criadora. Recordar-se-á que os Espíritos Lucíferos formavam parte da Humanidade do Período Lunar; que são os atrasados da onda de vida dos Anjos e que eram demasiado avançados para tomar um corpo denso, mas tinham necessidade de um “órgão interior” para poder adquirir conhecimento. Além disso, eles podiam trabalhar por intermédio de um cérebro físico, coisa que Jeová ou os Anjos não podiam fazer. Esses Espíritos penetraram na medula espinhal e cérebro da mulher, cuja imaginação tinha sido despertada pela educação peculiar da raça Lemúrica, e falaram-lhe. Como a sua faculdade de percepção era, sobretudo interior, ela recebeu deles a impressão de uma imagem e viu-os sob a forma de serpentes, pois haviam penetrado no seu cérebro pela medula espinhal, que tem a forma de uma serpente. A educação da mulher compreendia a observação das perigosas proezas e combates dos homens para desenvolver a sua vontade, resultando destes combates a morte e desaparecimento de muitos corpos físicos. A consciência incipiente de que algo desusado acontecia, levava a imaginação da mulher a interrogar-se a respeito da origem das coisas tão estranhas que via. Tinha consciência dos espíritos que haviam perdido os seus corpos físicos, mas a sua percepção imperfeita do Mundo Físico não lhe permitia revelar a seus amigos que tinham perdido os seus corpos densos nos combates. Os Espíritos Lucíferos resolveram-lhe o problema “abrindo os seus olhos”. Eles revelaram-lhe o seu próprio corpo e o do homem e ensinaram como ambos podiam vencer, conjuntamente, a morte, cirando novos corpos. Assim a morte já não podia afetá-los porque, a sua vontade, como Jeová, podia criar novos corpos. Lúcifer abriu os olhos da mulher. Ela buscou ajuda do homem e abriu-lhe os olhos. Assim, de um modo bastante real, ainda que imperfeito, eles se conheceram, tendo pela primeira vez a consciência um do outro, e também do Mundo Físico. Conheceram a morte e a dor, o que permitiu diferenciar o ser humano interior do corpo que o reveste e que renova cada vez que lhe é necessário para avançar no caminho da evolução. Deixaram de serem autômatos e converteram-se em seres livres e pensadores pelo preço da sua sujeição à dor, à enfermidade e à morte. Que a interpretação de “comer o fruto” é símbolo do ato gerador, isto prova pela declaração de Jeová que eles deveriam morrer e que a mulher teria seus filhos com dores. Jeová sabia que a atenção do ser humano tinha sido chamada sobre o seu invólucro físico (do corpo) e de que tornaria consciente da sua perda com a morte. Sabia também, que o ser humano não possuía, ainda, a sabedoria necessária para dominar as suas paixões e regular as suas relações sexuais, observando a posição dos estelares. Por conseguinte, o parto com dor devia derivar do abuso indiscriminado do ato, por causa da ignorância. Os comentadores da Bíblia sempre estiveram perplexos para descobrir que relação poderia haver entre a ação de comer um fruto e o nascimento, mas o problema fica resolvido se compreendermos que o ato de comer o fruto é a expressão simbólica do ato gerador, por meio do qual o ser humano se torna “semelhante a Deus”, pois que conhece os seus semelhantes e é capaz de engendrar novos seres. Na última parte da Época Lemúrica, quando o ser humano se arrogou a prerrogativa de realizar o ato gerador a seu capricho, era então a sua vontade poderosa, o que lhe permitia fazê-lo. “Comendo o fruto da Árvore do Conhecimento”, não importa em que momento Ele era capaz de criar um corpo novo, cada vez que perdia um velho. Nós estávamos habituados a pensar que a morte é um acontecimento terrível. Se a humanidade tivesse comido também da “Árvore da Vida”, e tivesse aprendido o segredo da vitalização perpétua do seu corpo, ter-se-ia encontrado em situação ainda pior. Nós sabemos que os nossos corpos ainda não são perfeitos e que em épocas anteriores eram extremamente primitivos. Por conseguinte, a ansiedade causada às Hierarquias Criadoras pelo temor de que o ser humano “comesse também da Árvore da Vida” e se tornasse capaz de renovar o seu Corpo Vital era bem fundada. Se ele tivesse feito isto, tornar-se-ia, em verdade imortal, mas não teria sido capaz de progredir. A evolução do Ego depende dos seus veículos e se não fora capaz de renová-los e melhorar por meio da morte e do renascimento, teria estacionado. Diz a máxima ocultista que quando mais amiúde morremos mais capazes somes de viver melhor, pois cada nascimento oferece-nos uma nova oportunidade. Vimos que os conhecimentos adquiridos pelo ser humano, por meio do cérebro e do egoísmo dele resultante, foram adquiridos a expensas do poder que tinha de criar por si mesmo. Conquistou o seu livre arbítrio pelo preço do sofrimento e da morte; mas quando o ser humano aprender a utilizar o seu intelecto para o bem da Humanidade, obterá um poder espiritual sobre a vida, e além disso, será guiado por uma sabedoria inata tão superior à consciência atual do cérebro, como esta é superior a mais baixa consciência dos animais. A queda na geração foi necessária para a construção do cérebro, mas isto não é, afinal, senão um meio indireto de obter conhecimento e que será suplantado por uma ligação direta com a Sabedoria da Natureza, de tal modo que o ser humano, sem a ajuda de qualquer colaboração estranha, será capaz de utilizá-la para gerar novos corpos. A laringe pronunciará a “Palavra Perdida”, o “Fiat Criador”, que sob a direção de grandes Instrutores, foi empregada na antiga Lemúrica para a criação de plantas e animais. Então, o ser humano, será em verdade, um Criador; não a maneira lenta e laboriosa de hoje, mas pelo uso da palavra própria ou fórmula mágica que o tornará capaz de criar um corpo. (Revista: Serviço Rosacruz – out/59)

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