Get Adobe Flash player

Sabemos que a força designada sob o termo ALTRUÍSMO existe. Podemos enxergá-la manifestando-se de diversas maneiras no mundo. Observamos que está menor pronunciada nos povos menos civilizados. Nas raças atrasadas é quase inexistente. A conclusão lógica desta observação é que há muito tempo, quando a humanidade passava pelos mais primitivos estágios, o altruísmo estava completamente nulo. E dessa conclusão surge naturalmente a pergunta: o que foi que o induziu em nós? A personalidade material certamente não foi. Na verdade este aspecto no ser humano estaria muito melhor sem a personalidade. Ao mesmo tempo, não podemos deixar de reconhecer que o altruísmo deve ter estado latente dentro de nós durante todo o tempo, pois do contrário não poderia ter sido despertado. O que uma semente exprime ao germinar, certamente já trazia dentro de si. Torna-se, pois, evidente que tudo que eleva o ser humano a melhorar seu padrão de conduta, deve brotar-lhe do íntimo, de uma fonte não idêntica aos seus corpos não dominados, pois muitas vezes o altruísmo luta contra os interesses mais óbvios destes. De outro lado deve ser uma força poderosíssima, bem mais forte que os corpos ou personalidade, uma vez que o compele a fazer sacrifícios em benefício dos fisicamente mais frágeis. Tal força existe mesmo, ninguém poderá negar sua existência. No atual estágio de desenvolvimento o altruísmo nos leva a considerar na debilidade alheia, não uma oportunidade de presa fácil e de exploração, mas, ao contrário, um apelo de proteção. O egoísmo vai sendo lenta e seguramente dissolvido. Embora lento, o progresso do altruísmo é, também, ordenado e certo, realizando naturalmente seus propósitos. No íntimo de cada um ele vai agindo como um fermento, transformando o selvagem em civilizado e, com o tempo transubstanciando o ser humano num Deus. Um Raio do Cristo Cósmico, realiza o trabalho de purificação de nosso globo terrestre e o estabelecimento de um clima favorável para o desabrochar do altruísmo. Cristo obteve acesso a Terra por meio do sangue purificador de Jesus, que fluiu durante o sacrifício do Gólgota. Atualmente, durante uma parte do ano, este Raio Crístico, opera dentro de nosso globo, com o objetivo de transmutar os materiais de Desejo inferior, produzido por toda a humanidade durante todo o ano, em materiais de Desejo superior. Por este motivo que Ele é o “Cordeiro de Deus que tira o Pecado do Mundo”, isto é, que purifica o Mundo do Desejo da Terra e permite ao ser humano ser mais altruísta. Um poderoso fluxo espiritual foi sentido no momento em que Ele integrou-se a Terra, e uma luz irradiou-se tão intensa que toldou a visão do povo. Este maravilhoso evento marcou o início da ação do princípio altruístico sobre o ser humano. Isto tem concorrido sobremaneira para a segurança do processo evolutivo, pois dia a dia, todos os sentimentos que fortalecem o interesse próprio são, gradualmente, transmutados em ações visando o bem estar alheio. Se Cristo não tivesse vindo e iniciado tal processo descristalizante, uma segunda Lua teria sido arremessada ao espaço, levando consigo a escória resultante daquele tenebroso estado de coisas. Esse sacrifício do Espírito do Cristo Cósmico não significa a sua morte como comum e erroneamente é admitido, mas sim um influxo à Terra de uma elevadíssima vida que permite vivermos mais abundantemente em espírito. Ainda hoje, séculos após o acontecimento do Gólgota, poucos são aqueles que estão aptos a viver tão próximos à verdade, seguindo suas concepções, professando-a e confessando-a perante o mundo por meio do serviço e por um reto viver. Diante de tamanha evidência, bem podemos imaginar como deve ter sido nos remotos tempos que antecederam ao advento de Cristo, quando os seres humanos não possuíam dentro de si a elevação do Altruísmo. Os padrões morais eram baixos e o amor à verdade tênue, quase inexistente entre as massas da humanidade, as quais se empenhavam ,sobretudo em acumular riquezas, poder e prestígios. Muitas vezes, o meio pelo qual buscavam estes acúmulos eram os mais abjetos. A tendência natural era conservar a inclinação aos interesses próprios, muitas vezes em detrimento de outrem. Dessa forma os Arquétipos enfraqueceram-se; as funções orgânicas foram afetadas intensamente, particularmente em relação aos corpos ocidentais que se tornaram mais sensitivos à dor em virtude do crescimento da consciência espiritual. A nossa consciência do que é o egoísmo e como manifestá-lo nos mundos inferiores (Físico, de Desejos e do Pensamento) começou quando iniciamos a utilização da Mente (para a grande maioria na primeira metade da Época Atlante). Quando seus olhos se abriram para os mundos inferiores, de modo que pudesse perceber o Mundo Físico e tudo o que nele existia, quando cada um ou cada uma viu-se separado dos outros, a consciência do “mim” e do “meu” do “teu” e da “tua” formou-se nas Mentes recém-surgidas e a ambição e separatividade substituíram o sentimento de companheirismo até então existente sob as águas da primeira e segunda metade da Época Atlante. Daí em diante o egoísmo tem sido uma atitude muito natural, mesmo em nossa jactanciosa civilização. O altruísmo permanece como um sonho utópico para as pessoas “práticas”. Porém entre uma minoria, a qual já possui evidente iluminação, ele floresce mais e mais e dia virá em que toda a humanidade será tão boa e indulgente como o foram os maiores santos. (continua – parte II)

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar