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No Ritual Rosacruz do Serviço do Templo, ouvimos que "...se procurarmos a luz, encontrá-la-emos na Bíblia..." e é sobre ela que faremos um breve traçado histórico.

O Velho Testamento foi escrito em sua forma original, evidentemente, no idioma hebraico e considerava-se um sacrilégio vertê-lo para outro idioma. Contudo no ano 280 AC. judeus helenistas (que sofreram influência grega realizaram uma tradução do Velho Testamento hebraico para o grego).

Max Heindel no Conceito Rosacruz do Cosmos nos informa que esta tradução ficou conhecida como “Septuagenita". Motivo: foi realizada por setenta tradutores judaicos que conheciam o idioma grego.

No segundo século da era cristã, com a expansão do império romano e  conseqüentemente do idioma latino, foi feita uma tradução para o latim do Velho Testamento a partir desta “Septuagenita" e também a tradução do Novo Testamento, do grego para o latim.

Interessante citar que, da prisão em Roma, o apóstolo Paulo um pouco antes de morrer, escreveu a Timóteo : “Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos” (II Timóteo 04:13).  Notamos que o discípulo de Cristo solicitou duas coisas distintas: livros e pergaminhos.

A palavra grega traduzida “os livros” é "biblon" e a palavra traduzida “pergaminhos” é “membrana", A palavra biblon é derivada do nome de uma planta chamada byblos, que cresce à beira de rios e dessas plantas foram feitos os rolos em que foi escrita a palavra de Deus. É do nome “biblion" que a palavra bíblia é derivada e os cristãos que falavam o latim tomaram esta palavra grega “biblia", empregando-a no singular, e assim a palavra bíblia tornou-se o nome da coleção completa das Sagradas Escrituras.

O outro documento que Paulo solicita era "os pergaminhos" e estes não eram feitos de produto vegetal, como o papiro, mas de couro de animais, como carneiro e cabra. A palavra pergaminho é derivada do nome de uma cidade da Ásia menor chamada Pérgamo, que era um grande centro produtor de pergaminhos.

No século quarto. Jerônimo fez uma revisão das traduções latinas que ficaram conhecidas como vulgata latina e ela foi, durante aproximadamente um milênio, a bíblia da Europa e suas traduções autorizadas pela igreja católica foram feitas dela. Isto influiu muito nas futuras traduções européias, incluindo o nosso português.

Em 1320, João Wycliff traduziu a Bíblia da vulgata latina para o inglês e muitas cópias foram feitas daí. A invenção da imprensa, por Gutemberg, inaugurou uma nova era para a Bíblia.

Até o ano de 1250, em todas as traduções da Bíblia não haviam divisões de seus livros em capítulos e versículos. O cardeal Hugo foi o primeiro a fazer divisões nos livros da Bíblia em capítulos, mas somente três séculos depois os capítulos foram divididos em versículos, por Sir Roberts Stephens.

Para nós vai interessar que, em Portugal, no ano de 1681, foi publicado o primeiro Novo Testamento em português, sendo de João Ferreira da Silva a tradução. Ele traduziu até a profecia de Ezequiel, quando então faleceu e o restante da tradução foi feita por outras pessoas e publicada 62 anos depois.

Um século mais tarde, o padre Antonio Pereira de Figueiredo publicou a sua tradução do Novo Testamento e, pouco depois, da Bíblia em sua totalidade. Entre outras traduções e revisões em português, temos a tradução do padre Matos Soares, que contem cerca de oito dos considerados livros apócrifos, livros estes que não foram traduzidos de seus originais para todos os idiomas.

Temos que considerar também que muitas das traduções da Bíblia (entre elas a do rei Jaime da Inglaterra, uma das mais usadas hoje em dia) foram feitas obedecendo “conveniências” políticas, sociais e principalmente religiosas (consultar Filosofia Rosacruz, em Perguntas e Respostas, vol. 1 — perg. 78).

Há também a edição bíblica corrigida e a edição, revista e atualizada no Brasil, da tradução de João Ferreira da Silva.

A Bíblia contém 66 livros (39 no Velho Testamento e 27 no Novo Testamento) e foi escrita por, pelo menos, 37 pessoas diferentes, no decurso de cerca de 1600 anos.

O velho testamento hebraico contém 24 livros, que são os mesmos dos 39 da tradução de João Ferreira de Almeida e suas revisões. A razão?

Primeiro e segundo Samuel são contados, no Velho Testamento dos judeus, como um livro só. Também o mesmo se dá com o primeiro e segundo Reis, primeiro e segundo Crônicas, e Esdras e Neemias. Os doze profetas menores formam um só livro. O historiador Josefo, que viveu pouco tempo depois de Cristo, ainda reduziu os 24 livros para 22, combinando Ruth com Juizes e Lamentações com Jeremias.

Os tradutores da “Septuagenita" também trocaram a ordem de alguns livros e as nossas atuais Bíblias seguem esta ordem. Por exemplo: os cinco primeiros livros da Bíblia (Pentateuco) foram escritos por Moisés e os 12 livros a seguir, ou seja, o livro de Jó, supõe-se ter sido escrito também por Moisés.

Por um Probacionista

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