Get Adobe Flash player

Todos nós sabemos que pela Lei de Atração, o semelhante atrai o semelhante. Entretanto, nem sempre estamos atentos para perceber o quanto essa lei age em cada momento de nossa vida, através dos nossos pensamentos, dos nossos sentimentos e dos nossos atos.

            Recordando que somos constituídos pela nossa parte humana e pela parte superior ou divina, vamos perceber que, em geral, vivemos mais influenciados pela nossa parte humana do que pela divina. A maioria das vezes temos orientado os nossos pensamentos e os nossos atos seguindo os conceitos humanos muito mais do que a lógica divina. Entretanto, devemos lembrar-nos que quando se pratica um ato ou se alimenta um pensamento de nosso ser, tão suscetível a erros e a fraquezas, atraímos para nós, pessoas, coisas, pensamentos e acontecimentos coerentes com o nosso modo humano de agir e de pensar. Consequentemente, quando agimos influenciados pelo nosso lado superior, nossas ações excedem a lógica humana e vão repercutir em tudo o que nos cerca também, sejam coisas ou pessoas; formando com eles, o equilíbrio de valores e de fatos que constituem a nossa vida. É por isso que quando as coisas em torno de nós começam a não correr bem, quando o mundo todo parece conspirar contra nós, contra a nossa saúde e a nossa tranquilidade; quando parece que as coisas materiais ou espirituais que desejávamos, nos tem sido negadas, devemos fazer um exame de consciência muito bem feito e procurar em nós mesmos, em nossos pensamentos e atos, a causa de todo aquele efeito negativo.

            Sempre que agimos com a nossa parte divina, a trajetória das nossas ações no campo espiritual, vai se estender à parte divina daqueles que nos cercam, sintonizando com ela, e nós entramos em contato com as pessoas através daquele raio de projeção. Mesmo que a maioria das pessoas não esteja muitas vezes em condições de compreender a boa intenção de nossos sentimentos e pensamentos, porém estes sentimentos e pensamentos levam em si uma força de expansão que será sempre absorvida em alguma extensão, pelo semelhante divino contido no outro ser. E, mesmo que não atinja em cheio o objetivo, a linha de projeção volta à sua origem e as boas intenções retornam à sua fonte, favorecendo então aquele que as emitiu.

            Quanto mais positivos nos sentirmos em nossa vida de relacionamento, tanto mais poderemos desenvolver e colher o bem em torno de nós, porque é pelo lado e divino que poderemos ajudar a outrem a se elevar, minorando o sofrimento dos nossos irmãos menos esclarecidos.

            Quem já atingiu certo grau de conhecimento dos fatos ocultos que regem a vida de todos os seres, não pode permanecer alheio a esses fatos. Do conhecimento, temos que partir para a ação, caso contrário, nossos próprios valores se cristalizarão e os Guias Espirituais que dirigem a Evolução, não poderão ajudar-nos em nosso progresso. Verdade que todo ser humano é livre em suas escolhas, porém, essa liberdade se limita à escolha do Certo dentro da Lei. Se escolher errado, o individuo sofrerá as consequências desse erro. Portanto, daí se conclui que o ser humano tem liberdade para escolher o CERTO. Antes disso, até que deseje ele mesmo essa escolha, as forças auxiliares estarão em expectativa para ajudá-lo a progredir. Por isso se diz que “o homem se agita e Deus o conduz”.

            Pode acontecer também que levamos uma vida irrepreensível, agimos sempre com boas intenções dentro do direito e do dever, não magoamos ninguém e desejamos ardentemente sermos amigos de todos, procurando raciocinar o máximo possível apoiados em nosso espírito divino; e apesar de tudo, certos fatos se precipitam em nossa vida ou vem perturbar a ordem de nosso lar e de nossos familiares. Esses acontecimentos, nesse caso, possuem uma causa muito mais remota, precedem de outros erros mais distantes, de coisas que fizemos em outras vidas e que só podem ser saldadas daquela maneira, influindo até, muitas vezes, no destino coletivo de uma família ou de uma organização. Porém, se soubermos manter-nos em atitude de graça, isto é, se perseverarmos no divino em nossos atos, palavras, pensamentos e sentimentos, nossa forma de atravessar aquele período será muito mais conformada e se processará debaixo de maior compreensão e tolerância. Assim, superaremos as configurações negativas de nossos temas-natal, perseverando no bem e na virtude. Perseverar no bem, portanto, é raciocinar o mais possível dentro da lógica divina, pondo de lado os conceitos humanos em nossa vida de relação. É mantendo-nos o mais possível vigilante em nosso espírito, procurando estar conscientes de nossa própria consciência em todas as nossas ações diárias, que chegaremos um dia a agir como Jesus Cristo, reconhecendo em nós o Espírito de Cristo que existe já em formação em todo ser humano de boa vontade.

            É para isso que estamos aqui, para que em cada um de nossos encontros ou reuniões, adquirirmos novas forças através do despertar dessa parte divina existente em nós. Isso, pois, conseguiremos pelo desenvolvimento da Mente com o conhecimento da Verdade expressa através da Filosofia aqui exposta, e pelo despertar de nosso coração, apoiados no espírito de Fraternidade e Solidariedade que nos eleva a uma camaradagem superior, estimulando, assim nossos bons sentimentos e a nossa devoção. É para isso que nos reunimos todas as semanas como espíritos de vários matizes que desejam ajudar-se mutuamente, em busca da Luz e em busca do Amor para aprendermos, através do conhecimento da verdade, a amar-nos uns aos outros.

            E, para nos mantermos conscientes vamos recordar aquela exortação de Cristo: “Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei”, repetindo-a nos momentos difíceis, nos instantes de insegurança ou de receio; nas horas de lazer, no ônibus, na rua, diante de um desagravo, e, sobretudo, repetindo-a em nossas meditações, “Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei”.

 

(Extraído - Serviço Rosacruz – 03/59)

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar