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O estudo cuidadoso do caminho percorrido pela humanidade constitui um importante meio de expansão da consciência para ajudar o aspirante a se livrar de resquícios que entravam seu desenvolvimento espiritual. O presente artigo visa relembrar as tendências comportamentais do “povo eleito” de Deus e, deste modo, ampliar o horizonte de consciência do aspirante para identificar as reminiscências que hoje se apresentam com roupagens diferentes daquelas que vestiam os Semitas Originais.

 

Conforme descrito no “Conceito Rosacruz do Cosmos”, durante a Época Atlante, uma das sete Raças que lá viveram, foi destinada a desenvolver e impregnar a faculdade de raciocínio em todos os seus membros. Constituíram, pois, o “povo escolhido” de Deus, que a Bíblia nos conta. Bem sabemos que para que o raciocínio fosse desenvolvido, um veículo deveria ser construído para que esta faculdade pudesse expressar-se e desenvolver-se. Tal veículo é a Mente. Também sabemos que a natureza passional desta raça (os Semitas Originais), eram muito forte e o veículo mental incipiente tinha pouca capacidade para poder direcionar ou refrear a natureza passional. Mas a Mente é necessária para que o ser humano seja capaz de memorizar suas experiências e tê-las com guia no futuro.

 

Agora que possuíam a Mente, os Semitas tornaram-se conscientes de algumas de suas ações e a natureza passional e individualista, já despertadas pelos Anjos Lucíferos (na Queda do Homem), o fizeram astuto e rebelde, com atitudes totalmente direcionadas para escapar, repetidas vezes, do caminho harmonioso que fazia parte do Esquema de Evolução traçado pelos Grandes Seres responsáveis pela humanidade. Afinal de contas, seguir as linhas da evolução requer renúncia do egoísmo. O regime de recompensa imediata foi uma solução na época, pois constitui uma garantia de obediência ao plano divino, isto é, este regime estimulava as pessoas a concluírem que se obedecessem a determinadas regras, recebiam recompensas, porém se fossem desobedientes, seriam punidos. Por isso encontramos no Antigo Testamento, a necessidade de “Temer a Deus”.

 

Como os Semitas Originais já estavam desenvolvendo o raciocínio, esta nova faculdade deveria possuir um correlato de corpos (condição composta por um Corpo Físico, um Etérico e um de Desejos, suficientes preparados para que pudessem receber a Mente). Para garantir esta condição ideal, foi imposta a regra que proibia os Semitas de transmitir sua semente (herança genética física, etérica e de desejos) para seres de outras raças que ainda não haviam alcançado este estágio (“os filhos de Deus não poderiam casar-se com as filhas dos homens” – Gn 6; 2-4). Esta sabedoria divina, apesar de parecer totalmente separatista, era necessária para potencializar a faculdade de raciocínio. Lembremos que o Deus da Época era Jeová (o Espírito Santo) e que uma de suas Divinas Missões era fecundar todas as faculdades espirituais necessárias para que o ser humano pudesse ter condições para evoluir por si só. A humanidade deveria se emancipar do todo e se tornar um indivíduo separado e as filhas dos homens alcançariam o status de filhos de Deus posteriormente, lembrando que todos os indivíduos se desenvolvem de acordo com seus próprios esforços e há inúmeras possibilidades de ultrapassar pessoas que estão em raças mais avançadas. Então, esta separatividade é um meio de acelerar o desenvolvimento de faculdades e não apenas um processo de dar mais para aquele que já possui e tirar daquele que nada possui. Assim, o Semita Original separado, com alguns poderes mentais estaria apto para dar um novo passo, que era o de utilizar a Mente para responder ao impulso de se religar ao todo, mas por livre e espontânea vontade. A oferta de Abraão para Deus, de tirar a vida de seu próprio filho Isaac, é a lição deixada que representa a necessidade de renúncia espontânea de si mesmo e de seus frutos para um plano maior traçado por Deus. A Religião do Filho (Cristo) viria somente depois que esta capacidade de renúncia consciente estivesse estabelecida. Mas a humanidade se apegou tanto a ideia de raça que Cristo teve que se fazer carne para impulsionar o altruísmo antes do tempo previsto. Este atraso também fez com que houvesse a necessidade de uma segunda vinda (no ar).

 

Voltando as regras impostas da época, a primeira miscigenação foi realizada por rebeldia, isto é, muitos dos Semitas não obedeceram a Regra de Jeová, de casarem-se somente entre si e garantir a pureza de corpos, mas procriaram com raças inferiores. Mesmo que isso tivesse frustrado o plano inicial e atrasado os mais avançados, isso também pode acelerar os mais atrasados, criando raças intermediárias e dando condições ainda melhores para aqueles que estavam no momento de transição de uma raça para outra. Ao mesmo tempo, as separações menos proeminentes de raças podem ser estímulos para os mais atrasados e desestímulo para os mais avançados. Mas houve uma pequena parcela de Semitas que foram fiéis aos planos de Deus. Estes cumpriram seu papel de transmitir a Raça Ariana a semente da faculdade mental que desenvolveram. Porém, se apegaram tanto a ideia de ser o povo eleito de Deus, que se negaram miscigenar após o cumprimento de sua missão. Estes são os Judeus, que separam a humanidade entre Judeus e Gentios.

 

A segunda miscigenação ocorre em vários níveis: no extremo do mundo ocidental estão as Américas (o Novo Mundo). Este continente (norte, sul e central) é “mais jovem” para o mundo civilizado. Aqui pessoas de todos os países imigraram para terem uma “nova chance” ou “nova vida”. Por isso, é um lugar onde todas as nações da Terra se misturam, e deste núcleo surgirá uma nova raça que é composta pela unificação de todas as outras. Mesmo que resquícios de raça e separatividade ainda aconteçam, como nas últimas décadas vimos ocorrer nos Estados Unidos, a condição de potência economia faz com que as pessoas dos demais países invadam seus estados, tornando todas as pessoas unidas no Novo Mundo. A mulher latina, com sua sensualidade, “dobra” o materialista e separatista americano, que acabou respondendo ao resquício do separativismo do antigo regime, justificado com a nova roupagem americana que possui o status de primeiro mundo ou economia mais forte. Pela sensualidade, a miscigenação ainda permanece. É um meio indireto de dobrar o materialismo e o perigo de cristalização. O Brasil, a cada dia, também sofrerá a invasão de pessoas provenientes de outros países mais pobres da América do Sul. Rogamos que possamos acolher nossos irmãos e por observação, não repetirmos os erros de alguns de nossos irmãos ocidentais.

 

A última e necessária miscigenação ainda não constitui uma realidade para a maioria de nós, mas o aspirante a vida superior deve procurar por praticá-la voluntariamente. Esta miscigenação não está no plano físico e por possuir uma roupagem diferente da física, esta mascarada e torna o resquício do passado uma realidade presente. Do mesmo modo que não se tolerava casar com pessoas de outras raças, hoje não se tolera as limitações e diferenças dos outros. Pessoas com pontos de vista diferentes dos nossos ou pessoas que necessitam de estímulos para poderem prosseguir, acabam por constituírem um estorvo para nós e desejamos nos livrar delas, assim como os Judeus não querem se mesclar os gentios. Com a proximidade da Era de Aquário, um signo de ar, há o estimulo à fraternidade universal, mas também o estímulo da razão. Atualmente, o intelecto é facilmente enganado pela aparência, sendo que muitos estudantes de ocultismo se iludem com uma pessoa que possui grande inteligência e articulação de ideias. Esta capacidade mental que provê respostas, não é sinônima de avanço espiritual, pelo contrário, pessoas guiadas pelo intelecto apenas, normalmente são separatistas e, numa conversa ou convívio, os “menos inteligentes” acabam perdendo espaço pela intolerância ou pela não adaptação da expressão do assunto que deveriam ser realizado pelos mais inteligentes (que, aliás, agindo desta maneira, acabam não aproveitando seu talento).

 

“Não custa igualmente a todos vencer-se e mortificar-se. Todavia, o homem diligente e porfioso fará mais progressos, ainda que seja combatido por muitas paixões, que outro de menos índole, porém menos fervoroso em adquirir virtudes” (Imitação de Cristo – Tomás de Kempis). Se adaptarmos esta passagem para a problemática aqui tratada, poderíamos dizer: “Não custa igualmente a todos compreender e acessar com a Mente as coisas do alto. Todavia, o homem diligente e porfioso fará mais progressos, ainda que possua a habilidade intelectual menos favorecida ou que ainda possua muitas limitações, que outro mais inteligente, porém de menos índole em tolerar os defeitos de seus irmãos e fazer da fraternidade universal uma realidade. Se não conseguirmos miscigenar a nós com ou outros no plano das ideias, isto é, se não houver um espaço para os outros, mesmo que diferente de nós, jamais alcançaremos a Era de Aquário.

 

Que as rosas floresçam em vossa cruz.

 

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