Get Adobe Flash player

Quando uma pessoa se converte em médium para e um espírito desencarnado que toma posse de partes de seu corpo, como ocorre com os médiuns em transe (caso em que o espírito utiliza partes do corpo como faria seu verdadeiro possuidor), o prejuízo sofrido é mínimo, desde que o espírito controlador não abuse desse privilégio. Em realidade, há casos em que o espírito controlador tem maiores conhecimentos acerca do cuidado com o corpo do que seu próprio dono e isso até pode melhorar-lhe a saúde. Todavia, os espíritos de elevada natureza ética raríssimas vezes controlam um médium. Geralmente são os espíritos mais atrasados, apegados ao mundo (como os índios, negros selvagens e outros parecidos) os que procuram obter controle sobre as pessoas sensitivas e bem intencionadas. Uma vez que entram na posse de seus corpos podem utilizá-los para satisfazer suas paixões e desejos de bebidas, drogas ou sensualismo. Geralmente para ganhar a confiança, usam de astúcia, dando conselhos e receitando, até que iniciam, pacientemente, sua danosa influência, causando sérias perturbações no organismo, no cérebro e na moral.

No caso de médiuns materializadores, podemos afirmar que sua influência é muito prejudicial. O espírito materializador põe a vítima em estado de transe e dela extrai o Éter do Corpo Vital por meio do baço porque a diferença entre o médium materializador e a pessoa comum consiste na conexão entre o Corpo Denso e Vital, que é muito frouxa, de maneira que é possível retirar grande parte do Corpo Vital da vítima em grande parte. O Corpo Vital é o veículo que especializa as correntes solares que nos infundem vitalidade. Privado desses princípios vitalizantes, o corpo do médium durante o tempo da materialização reduz-se muitas vezes à metade de seu tamanho normal, ficando suas carnes flácidas e diminuindo a centelha de vida até quase se extinguir. Uma vez terminada a sessão e recuperado o Corpo Vital, o médium se desperta e recobra sua consciência normal. Então experimenta uma terrível sensação de esgotamento. Algumas vezes, por desgraça recorre ao estímulo da bebida alcoólica e em tais casos irá cavando sua própria ruína. De qualquer maneira a mediunidade deve ser evitada a todo custo porque, além desse perigo corporal, de saúde, é preciso levar em conta considerações muito mais sérias em relação aos corpos sutis e especialmente no estado “post-mortem”.

Max Heindel

(Livro: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – Capitulo V – pg 54)

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar