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Grupo de Estudos – O Conceito Rosacruz do Cosmos

Todas as terças-feiras as 19h00 na Sede Central do Brasil

Reunião aberta para todos que queiram participar

Reunião do dia 11 de Setembro de 2012

ANJOS DA GUARDA – página 309 do conceito Rosacruz do cosmos

Essa é uma das lições mais importantes do conceito.  Por quê?

Max Heindel possuía grande habilidade para descrever verdades espirituais. Destacamos, contudo, na lição de hoje, sua busca em elucidar e trazer tais verdades ao contexto atual: ao citar países colônias, os países maiores acabam por protegê-las até que o país mais fraco se estabilize e se torne forte o suficiente para conquistar sua independência. Obviamente que permanecerão influências culturais, sistema de governo, de idioma e outros tantos. Mas isso não isenta o importante papel para o país que esta se formando. No nível individual, o caminho do ser humano é semelhante, ou seja, temos muita ajuda espiritual até que possamos conquistar nossa autonomia, fazendo Cristo nascer dentro de nós.

O tema da reunião de hoje gera muito debate entre alguns ocultistas. Será que os seres humanos tiveram ou não um Espírito-Grupo? Fomentando esta discussão e acercando-nos do conhecimento, sabe-se que os animais possuem Espírito-Grupo, assim como as   plantas. O ser humano possui ou possuiu Espírito-Grupo? Antes de conquistar Corpos individuais para possuir consciência de vigília, teria sido ele guiado (de fora) da mesma maneira que os animais?

Muitos estudiosos da Sabedoria Ocidental negam este fator, ou seja, que os seres humanos nunca tiveram Espíritos-Grupo. Tal resposta, de fato, não está errada, assim como afirmar que o ser humano foi guiado por Espíritos-Grupo também não pode ser considerada totalmente errada. Vejamos o detalhe no Conceito (primeiro parágrafo da página 309).

Em uma determinada época, o ser humano foi sim guiado de fora, mas não como os animais e as plantas. Qual seria a diferença?

Procuremos lembrar quem são os Espíritos-Grupo dos animais e como agem: Primeiramente, o Espírito-Grupo dos animais é um Arcanjo. Temos uma ilustração de sua forma a partir de desenhos traçados no antigo Egito. Ou seja, é um ser que possui um corpo com format semelhante ao do ser humano, mas com a cabeça igual ao do animal que guia. Seja um pássaro, animal cavalo, seja um elefante; a cabeça deste arcanjo é igual à raça que ele guia. No caso de uma raça de cachorro, como rottweiler, teríamos um ser humano com a cabeça de um rottweiler. Os Egípcios desenhavam tal como viam naquela época.  Por exemplo, o Deus Osíris, era representado com o corpo de homem e a cabeça de um falcão.

Existem muitos relatos de Auxiliares Invisíveis que salvaram animais (veja detalhes no livro O trabalho dos Auxiliares Invisíveis de Amber Tuttle). Muitas vezes, esses animais aflitos tornavam-se agressivos. O Auxiliar deve, então, entrar em contato com o Espírito-Grupo deste animal e pede-se para que aquele animal em específico seja acalmado para poder ser socorrido.

Retornando a nossa pergunta inicial: a diferença é que nós (seres humanos), não fomos guiados por vários Espíritos-Grupos; mas fomos guiados por apenas UM Espírito-Grupo coletivo, que guiava toda a raça humana. Por exemplo, um Espírito-Grupo de um rottweiler não tem influência sobre a raça de um cavalo. Em nosso caso, tivemos sim um Espírito-Grupo, porém coletivo. Isso pode ser verificado no primeiro parágrafo da página 309 do capítulo Anjos da Guarda. Durante as primeiras épocas e períodos, as grandes hierarquias criadoras trabalharam sobre a humanidade que evoluía inconscientemente .Havia então, somente uma consciência comum para TODOS os seres humanos: um espírito grupo para toda humanidade. Na verdade, várias Hierarquias Divinas cuidavam de nós.

Então, a diferença é do Espírito-Grupo que numa determinada Época Guiou o ser humano para os Espíritos-Grupo que guiam os animais é esta: fomos guiados como um todo e o principal efeito disso é que você possui uma consciência indiferente, pois todos são guiados de modo homogêneo. Lembrando que tudo isso acontecia enquanto a Terra fazia parte do Sol. Depois que ela foi “arrojada” do Sol, o Deus de Raça Jeová iniciou o processo de separação da humanidade em raças, através de Espíritos de Raça. 

Dúvida 1: Seria essa a chispa divina? Em que seríamos a chispa divina? Para uma maior exploração do conteúdo, vamos averiguar o que seria a chispa divina e essa consciência única para todos. Qual seria a diferença?

Dúvida 2: Essa chispa seria aquela que trocamos com os Anjos marcianos? Resposta: Não. Essa é a falsa luz. É a luz que Lúcifer nos deu quando comemos da Árvore do Conhecimento no instruiu: É evidente que não morrereis se comerdes do fruto da Árvore. Aliás, se tornarão semelhantes aos deuses, pois discernirão entre o bem e o mal. Mas quanto à questão levantada na dúvida 1, a chispa divina provém antes da “Queda do Homem” ainda.

Quando um Deus “deseja” criar um Sistema Solar, Ele escolhe um determinado lugar. Preenche esse lugar com toda a Sua consciência, e coloca a matéria em movimento. (Poder, Verbo e Movimento – Pai, Filho e Espírito Santo). Ocorre então a explosão que chamamos de Super-nova. Essa explosão gera a poeira cósmica e ali, o Corpo de Deus começa a se formar. Começa formar um Sistema Solar dentro de uma Galáxia (na verdade uma galáxia compõem vários Deuses – o nosso Sistema Solar está dentro de uma galáxia e nós estamos na Galáxia Via Láctea. Nós somos apenas um pedacinho da via láctea e pra se ter idéia, similar a via láctea, temos bilhões, e por sua vez, dentro de cada uma existem vários sistemas solares dentro, imaginem a grandeza disso), com essa explosão começou a formação de nosso Sol e seus planetas. Porém, antes de chegarmos a esse ponto químico (Período Terrestre), o ser humano já existia em outros estados de Matéria. Em verdade, Deus nosso Pai, nos criou antes mesmo do Período de Saturno, Período em que a região mais densa de matéria era composta por material do Mundo do Pensamento Concreto.  Deus nos criou como Espíritos Virginais, ou seja, Espíritos Virgens ou que possuem a vida; porém, não individualização. É uma vida que existe, mas apenas porque está inserida num todo. Isso constitui uma chispa (a chispa é um pedaço de Deus). Cada um de nós éramos pedacinhos de Deus (somos). Por isso, tínhamos a consciência do todo, MAS DO TODO DE DEUS. O que Deus É, nós somos, mas não por nosso mérito; e sim pelo princípio ou pela pureza/virgindade que isso constitui.

Após esse processo, iniciou-se o período de Saturno, onde resumidamente recebemos: Espírito Divino e germe do Corpo Denso. Esse foi o primeiro passo rumo a individualização. Depois no Período Solar, recebemos o Espírito de Vida e o germe do Corpo Vital (até aqui 2 Espíritos e 2 corpos), no Período Lunar recebemos o Espírito Humano e o germe Corpo de Desejos (3 Corpos e 3 Espíritos).

A Bíblia não fala do Período de Saturno, Período Solar e do Período Lunar. Apenas relata a recapitulação destes Períodos dentro do Período Terrestre (atual). Então, no texto do Gênese, o ser humano já possuía os três Espíritos e três Corpos, mas teve que passar pela recapitulação dos três Períodos precedentes (Saturno, Solar e Lunar) para realizar adaptações ao ambiente que o Período Terrestre possui. Já havíamos começado a nos individualizar, ou seja, já não éramos mais virgens (chispas puras), pois já tínhamos corpos e já possuíamos nossos modos de expressão. E mesmo nessa condição não virgem, nós éramos guiados pelas Hierarquias Divinas. Não mais a consciência de Deus, mas das Hierarquias (Espírito-Grupo comum).

Dúvida 3: Qual o marco divisor entre o estado de consciência Divina (chispa) para esse outro grau consciência atual? A resposta é quando recebemos a Mente (alguns no final da Época Lemúrica e outros na Época Atlante). Ali nos individualizamos totalmente, abrindo os olhos para fora e aí nos emancipamos, não totalmente (isso é claro no filme Excalibur de John Burman – em que o rei Arthur que já era consciente, mas tinha contato com o mago Merlin. No desenrolar do filme, sutilmente não se mostra mais o mago Merlin, pois o ser humano   come o fruto dado por Lúcifer e corta a relação total com os planos internos: abre seus olhos pra região química e percebe que está nu. Merlin representa as Hierarquias já depois da consciência). Apenas como base de esclarecimento,  Lúcifer não é maléfico. Nós é que somos! Na verdade Lúcifer nos deu o privilégio de escolhermos entre o bem e o mal. Nós escolhemos o mal.

Repare no que o texto de hoje cita: Você tem um Corpo de Desejos primitivo, uma mente incipiente. Para o observador qualificado é evidente que o Corpo de Desejos, muito mais do que o Espírito, dirige a personalidade, mesmo em nosso presente estado de desenvolvimento.

Quando “cai uma ficha” ou temos um insight, isso ocorre no nível intelectual e você percebe que compreendeu algo novo. Entretanto, isso não altera os seus corpos. Por exemplo: Entendi porque não posso mais desperdiçar a força criadora. É óbvio! Porém nosso Corpo de Desejos não acompanha essa atualização. Você, a partir desse lampejo de consciência, não se torna isento da sensualidade. Na verdade a guerra está apenas começando. Antes você não tinha consciência, agora tem! Antes, aquilo não lhe incomodava, agora passa a incomodar. Por isso é normal ouvir relatos de ocultista fazendo referência às mudanças em suas vidas (“para pior”). Antes, você não se incomodava, agora estas coisas passam a ter peso no seu dia a dia e essa sua consciência lhe permite declarar guerra contra esses desejos e impulsos. Conforme as “fichas caem” e opta-se por sair do automatismo, você passa a gerenciar sua vida de modo muito mais responsável. Passa a controlar sua alimentação, seus hábitos, como não fumar, não beber, direcionar sua energia sexual, entrar em grau mais elevado de devoção, e assim, um aparente estado de “piora” será o impulso anímico para salvar sua atual existência.

Há uma clara analogia entre o gigante Golias (personalidade) e o pequeno David (virtude) onde a partir da vontade, você fará a mudança. É possível! O método para isso é não alimentar o Gigante (inanição) e alimentar David. Não quer dizer que precisamos ser benevolentes ou coniventes com nossos próprios erros. Quando você errar, levante e continue! Faça sim a retrospecção; arrependa-se de coração, MAS SIGA EM FRENTE!  Alimente o pequeno David, mas não se martirize pelo erro.

Pense no burro que queria comer orvalho. O burro queria comer o orvalho, porém não entendia que aquilo não era pra ele. Uma analogia em que muitas vezes somos o burro e não estamos livres de cometer erros e ascender verticalmente sem deslizes, mas aos poucos e com persistência CHEGAREMOS LÁ.

Que bom seria se nossos corpos se ajustassem no mesmo instante em que temos um insight! Em verdade, o que se estabelece nada mais é do que uma meta espiritual: Nosso objetivo! Isso faz você transcender a vida ordinária: acordar, simplesmente trabalhar, voltar para casa e assistir a novela, dormir e repetir tudo de novo no dia seguinte.

Voltemos então para a pergunta inicial: Porque essa lição é uma das mais importantes do Conceito?

Um dos objetivos é entendermos que é preciso construir a luz por nós mesmos. Éramos chispas e autômatos. Porém, com a “Queda do homem”, conhecemos a dificuldade, o apego, o egoísmo, a preguiça; e a partir daí, recebemos o livre arbítrio.

A primeira influência externa que tivemos após a consciência de vigília foram as tribos. Isto é, após sermos arrojados do Sol, os Espíritos de RAÇA passaram a nos influenciar. Veja, aqui não há GUIAS, mas influências. Depois das tribos, vieram as famílias (somos hoje muito apegados à família – a diferença entre espírito de família e Espírito de Raça é que o espírito de raça é um Arcanjo e o espírito de família é uma entidade etérica), nação e continente.

O que o ritual diário do Serviço no Tempo nos ensina? Se há alguma consolação em Cristo, se há algum conforto no amor, não atente cada um para o que é propriamente seu, mas ao que é do outro. Você deve fazer por livre e espontânea vontade (de dentro), já dominando todos os seus Corpos e já independente de um Espírito de Raça.  É muito fácil ser castro se eu nunca fui tentado! É muito fácil eu ser vegetariano se já nasci numa cultura de imposição. É na dificuldade e já experimento o individualismo, livre do Espírito de Raça, que se pode estabelecer uma virtude verdadeira. Por isso, a partir do livre arbítrio e da vontade, devo decidir servir ao próximo.

Lembre-se do que a Kundry disse a Parsifal após beijá-lo: “Se só com um beijo sua consciência expandiu tanto, imagine se passarmos uma noite inteira juntos”.  Primeiro ela te tenta e você não cai. Aí ela te tenta com astúcia, como um lobo disfarçado de cordeiro.  Muitas vezes, um elogio pode por tudo a perde.

                Retomando a assunto do livro: o problema das colonizações é que os líderes nem sempre acolheram as nações inferiores para depois libertá-las; mas acolheram-nas para manter, para explorar e usurpar. Do mesmo modo, nós quando recebemos a mente, não tínhamos força para nos governar.Por isso o Espírito de Raça foi nos dado para ajudar. Mesmo com sua influencia cometemos muitos erros.

O que foi feito então? Jeová deu uns Espíritos de Raça para cada Nação ou raça humana. Em contra partida, com a vinda de Cristo, houve uma nova organização: Quem não abandonar pai, mãe e irmãos, não poderá entrar no reino dos céus. Ou seja, quem não abandonar o Espírito de Raça, o espírito de família, não entrará no reino dos céus. Só existe um meio de se emancipar do espírito de raça. Qual é?

Quando membros individuais de uma raça se desenvolvem completamente, o domínio de si é conquistado. Enquanto você não dominar seus Corpos, você não consegue se livrar do Espírito de Raça. Nossa estratégia deve ser a seguinte: Pelo Corpo de Desejos direto, não conseguimos dominar os Corpos; Mas pelo Corpo Vital, temos uma chance de dominar nossas vidas.

Então essa lição é fundamental para identificar o que estamos respondendo como influencia de Espírito de Raça ou de Família e aquilo que é fruto de nossa individualização. Enquanto formos escravos de nós mesmos, responderemos à Lua e a Jeová. Quando dominarmos a nós mesmos sairemos da influência de Jeová e iremos para Cristo: para o Sol!

Esse é um debate do grupo de estudos do conceito Rosacruz do cosmos de Max Heindel, que acontece todas as Terças feiras às 19h00 na sede central da Fraternidade Rosacruz. Todos são muito bem vindos às reuniões.

Que as rosas floresçam em vossa cruz.

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