Família, Sucesso e…Cinema

Sem categoria | 26/05/2020

Na imagem em destaque Shirley Temple, atriz símbolo da estrela prodígio de Hollywood. Vamos lançar um olhar sobre a educação de filhos e a estrutura familiar contemporânea em breve análise deste delicioso filme A PEQUENA MISS SUNSHINE – “Little Miss Sunshine”. Lembrando que para Max Heindel (fundador da Fraternidade Rosacruz) paternidade e maternidade são serviços amorosos dedicados a um Ego em evolução que exigem diversos sacrifícios.

O Longa-metragem de autoria de um casal de diretores  Valerie Faris e Jonathan Dayton, foi montado para ser uma crítica contundente sobre as bases comportamentais sobre as quais se assenta a sociedade norte americana; lá é possível vermos  uma família de “ loosers” ( perdedores) que passam seus dias buscando um lugar ao sol. 

A família Hooper  é composta pelo pai Richard (Greg Kinnear) um escritor de autoajuda (no pior estilo “coaching”) bastante mal sucedido que espera fervorosamente uma chance de publicar suas receitas de felicidade e prosperidade, a mãe é Sherryl (Tony Colete) que além de trabalhar fora, tenta a todo custo fazer o seu papel de cuidar, zelar, nutrir a família toda, seu irmão Frank (Steve Carrel) professor universitário, quase bem sucedido na carreira e no amor, o Pai de Richard (Alan Arkin) que acaba de ser expulso de um asilo por ser viciado em heroína, o adolescente Dawny (Paul Dano) que fez um voto de silêncio e segue Friederich Nietzche como se ele fosse o próprio Zaratrusta e Olive (Abgail Breslin) que é a personagem principal. 

Nos Estados Unidos é muito comum concursos de beleza para meninas, são milhares de crianças expostas a maquiagem, penteados de cabelos exagerados e uma sexualização ridícula e preocupante. Este padrão de perfeição e competitividade são desde cedo incentivados, criando a separação entre aquelas que vencem e aqueles que perdem. A Pequena Olive por uma questão aleatória é chamada a participar de uma final de um concurso chamado “ Miss Sunshine”, ela vislumbra possibilidade de entrar para o rol das vencedoras e, por assim dizer, conquistar o amor do pai que passa bastante tempo falando o quanto o mundo dos vencedores parece ser o melhor lugar para estar.

Olive, baixinha, fofinha, de cabelos desgrenhados e enormes óculos não possui o estereótipo de uma possível vencedora, mas ela simplesmente acredita que é possível vencer, pois é incentivada pelo amor incondicional de seu avô que a considera perfeita, adorável e linda e portanto conclui que não há porque a garota temer a derrota.

O enredo é engraçado e leve, mas o sentido afetuoso que se desenrola o filme realmente é demais; Olive sem dúvida é uma leoazinha (signo de leão) que ilumina com graça e faz todos entrarem na velha Kombi por ela, mas cada um dosmembros da família tem a oportunidade de se livrar dos padrões falsos que permeavam suas vidas.

 Olive chega ao destino e o desfecho é gracioso. Como o diretor criticaria toda esta estrutura de “winners X loosers” em que a sociedade americana está sustentada; Olive não pode vencer o concurso, mas ela tem o poder de transformá-lo em algo criativo e corajoso como seu próprio espirito, cada familiar seu percebe a importante revelação como um presente, a Pequena Luz do Sol realmente brilhou, foi para frente e para cima e fez novas todas as coisas.

Por uma Estudante Rosacruz

 

 

 

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