Filme: A Festa de Babete – Diretor. Gabriel Axel

Filosofia | 25/03/2019

Duas senhoras de meia idade de modos castos,  de braços dados caminham pelas ruas de uma vila de pescadores ao Norte da Dinamarca.  O filme dá um salto para trás de 35 ano e mostra as jovens Martina e Philipa agora caminham  ao lado do pai, pastor e profeta luterano fundador de uma seita. Este pai rigoroso, nunca permitiu que as filhas fossem cortejadas, dispensava todos os seus pretendentes, deixando claro que elas eram  “sua mão direita e esquerda”, não as perderia para satisfação de interesses frívolos tais como: casamento, ou amor terreno…

Nos anos vindouros Martina e Philipa seguem solteiras  dedicando-se apenas ao trabalho benevolente aos pobres e enfermos e às  reuniões de orações e louvores a fim de manter viva a seita e o nome do pai .

Filme A Festa de Babette 1987

Para aquela comunidade, a comida servia para alimentar o corpo, e não as paixões. A pobreza material é adornada com rituais “espirituais” e o clima frio e mesquinho é um espelho das relações representado por cenas cinzas de vidraças embaçadas,  até que finalmente chega Babete Harsant ( Stephane Audran).

Mas quem seria essa senhora católica,  francesa, refugiada de uma tragédia indecorosa? As irmãs luteranas a acolhem , e já na manhã seguinte,  Babete começa a cozinhar trazendo à vila um sabor (ou saber?) inédito. Uma nova tonalidade afetiva que contagia tudo e todos:  temperos, cheiros diversos, cores, música, gentilezas e gracejos.

Depois de alguns anos de convivência e cuidados, Babete recebe um prêmio da loteria francesa, este acontecimento faz as irmãs recearem que ela as deixaria e  retornaria ao seu país e então perderiam a preciosa companhia de Babete, mas a cozinheira as surpreende com outros planos para aquele dinheiro…

O prêmio é investido em um suntuoso banquete,onde Babette se revela uma verdadeira Artista, capaz de tocar a alma de todos, produzindo uma ruptura na natureza cíclica da vida, permitindo uma experiência de comunhão real, um ponto ideal de luz sobre as trevas e uma conexão com a verdadeira potência do Amor.

As imagens do filme se desenrolam como um universo de infinitas significações, pois trazem como fundamento a vida, no seu sentido mais amplo.

A Alegoria do filme, nos faz refletir como  Martina, Philippa e seus amigos viviam de palavras mortas, anos e anos louvando um deus que nunca se apresentava, cercadas de pessoas mesquinhas e rancorosas, que mesmo com a  bela voz de Martina não conseguiam sair de seus estados de consciência egoístas. Os esforços diários em manter a tradição e a memória do pastor não conseguiram incendiar naquelas pessoas  o amor puro e verdadeiro, foi necessário um espírito forte e corajoso, para que uma potência de amor se instalasse.

Babete representou bem o papel do espírito solar enviado por Deus para que aquelas pessoas pudessem acessar a nobreza de seus espíritos, fabricando um presente de autêntico valor Cristão.

Desejamos uma ótima apreciação e boas reflexões!

Que as rosas floresçam em vossa cruz!

25/03/2019

1respostas em "Filme: A Festa de Babete - Diretor. Gabriel Axel"

  1. Mostra o sentido da presença do Cristo Jesus entre nós. Estávamos perdidos, e apartir da Era Cristã passamos a conhecer o verdadeiro sentido de Amar, ensina por Jesus.

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