Marte – O Planeta da Ação

Astrologia, Sem categoria | 17/05/2019

Sabemos pela Bíblia que Jeová foi o Criador da humanidade, pois vemos Seus Anjos anunciando o nascimento de várias personagens notáveis. Portanto, a conclusão inevitável é que Jeová e os anjos presidem a função geradora e proporcionam o atributo da fertilidade, o qual era considerado, na antiga dispensação, como sinal de favorecimento Divino ao passo que a a esterilidade era tida como prova de Seu descontentamento.

De acordo com o Ensinamento da Sabedoria Ocidental, na “infância” da humanidade, esta era guiada por Jeová e Seus anjos para grandes templos, nas épocas em que as condições planetárias eram propícias à geração, de maneira que os homens nasciam sob tais condições harmoniosas viviam centenas de anos, sem enfermidades.

É notório que os animais selvagens, que ainda vivem inteiramente sob a orientação de seus Espíritos-Grupos e se acasalam somente em determinadas estações, sejam também imunes a doenças, uma vez que Jeová ainda lhes controla a fertilização. Os animais sintonizam com as vibrações lunares de Jeová e através de seus vinte e oito pares de nervos espinhais (correspondentes aos vinte e oito dias da revolução lunar). Jeová tem como veículo, a lua, a qual determina o período de gestação para homens e animais.

Por outro lado a Bíblia também nos fala de Lúcifer e seus anjos caídos, que ensinaram a humanidade a assumir para si própria a prerrogativa da criação, instilando-lhe a paixão, que tem causado sofrimento, pecado e morte, pois a sagrada função geradora, planejada somente para fins temporários de propagação e que funciona tão bem sob condições planetárias propícias, foi profanada e sujeita à luxúria em todas as épocas, sem consideração aos raios estelares.

Todavia, é um erro ter-se os espíritos de Lúcifer como maus, porque sob a guia dos anjos a humanidade era uma multidão de autômatos desprovidos de mente, que desconhecia o bem e o mal, sem opção ou prerrogativa. Mas desde que aprendemos a conhecer o bem e o mal por intermédio dos espíritos marcianos de Lúcifer, também nos capacitamos, pelo exercício da força de vontade, a evitar o mal e escolher o bem, a fugir do vício e cultivar a virtude, e consequentemente nos colocarmos na harmoniosa posição de colaboradores com Deus e com a natureza, e desenvolver nossas possibilidades divinas de maneira a nos tornarmos como nosso Pai do Céu.

Enquanto da Lua Jeová e Seus anjos trabalham sobre a humanidade, os espíritos de Lúcifer, aqueles que se rebelaram contra Seu regime, estão no planeta Marte e deles também temos recebido muitas dádivas valiosas, entre elas o fogo e o ferro. Sabe-se bem que todo corpo que vive é quente, pois o Ego não pode manifestar-se no mundo físico a não ser por meio do calor, ou melhor, o calor é gerado na manifestação do Ego. Mas sem o ferro existente no sangue em forma de hemoglobina, não haveria oxidação nem, consequentemente, calor. Era esta a condição anterior à assim denominada queda, quando o homem em formação não tinha mente. Então os espíritos de Lúcifer vieram e introduziram o ferro no sangue, possibilitando ao Ego entrar em seus veículos.

Desde aquele momento o Ego tornou-se um espírito interno, capaz de desenvolver a individualidade. Assim, não fora pelos espíritos de Lúcifer, o homem não se teria tornado homem. Foram o fogo e o ferro deles que fizeram o mundo como é hoje, bom e mau, consoante o uso que dele o homem faz. A força solar concentrada por meio da Lua proporciona vitalidade e capacidade de crescimento, mas os raios do Sol concentrados sobre nós pelos espíritos marcianos de Lúcifer dão-nos força dinâmica e são a fonte de toda atividade no mundo.

A força pode estar latente durante milênios, como por exemplo nas jazidas de carvão, que são reservatórios de força solar; uma fornalha e uma máquina são necessárias para transformá-la e torná-la utilizável como energia dinâmica, porém, uma vez despertada da latência para a potência, o gigante adormecido não conhece mais descanso ou paz até esgotar a última grama de sua força prodigiosa. Sob o rígido controle e dirigida cuidadosamente para canais de atividade útil, esta força marciana é o servo mais valioso de gênero humano; o agente mais poderoso no trabalho do mundo, bênção incomparável para a humanidade.

Mas se escapa do controle, o servo rapidamente assume o domínio, manifesta seu poder oposto de destruição e devastação e converte-se num flagelo tão terrível quanto seu uso benéfico, sob controle, é uma bênção inestimável. A força que ora descrevemos é tão preciosa quanto perigosa; vigilância eterna é o preço da segurança contra o flagelo que pode causar, mas sem ela o mundo seria um deserto. Marte, como um ponto focal para a vida solar latente, transforma esta energia em desejo, em paixão, e naquilo que podemos chamar de disposição animal. É um fogo consumidor, mais perigoso que toda a nitroglicerina jamais fabricada, porém mais precioso que qualquer outra dádiva que possamos ter ou desfrutar.

O pregador hindu, criado numa terra governada por Saturno – o planeta da obstrução, diz: “Matai o desejo”, e anela viver em permanente pobreza. Mas como a “têmpera” conserva o fio do aço que abre sua picada através de todos os obstáculos, assim também os desejos enérgicos, se bem dirigidos, do marciano anglo-saxão realizarão uma maravilhosa transformação na Terra. Eles edificaram a civilização muito mais do que todos aqueles que os antecederam, e embora talvez brutal em muitos aspectos, há também nisso uma promessa, conforme o provérbio: “Quanto maior o pecador maior o santo”.

Os pais deviam aprender a lição do livro das nações evitando aplicar a saturnina ducha de água fria na fogosa disposição marciana de seus filhos. Saturno sempre diz “não, não”; seu objetivo é reprimir e obstruir. Uma labareda de fogo sob um controle adequado é útil, mas a morte espreita na fumaça e nos gases deletérios de um fogo abafado. Muitos “nãos” abafam uma ambição legitima e frustram sua realização; podem conduzir vítimas infelizes ao caminho do mal, pois a energia dinâmica de Marte precisa e pode ter uma saída. Cuidado, portanto. Os piores defeitos de Marte são impulsividade e falta de persistência, mas ele não produz hipócritas, como o faz Saturno afligido.

De Marte recebemos várias de nossas virtudes altamente apreciadas, assim como algumas das nossas piores mazelas. Quando bem aspectado, dá constituição forte e resistência física; proporciona uma natureza positiva, independente e autoconfiante, determinada e orgulhosa, generosa e enérgica, versátil e rápida em aprender, especialmente quando em Áries, Leão, Escorpião e Capricórnio. Mas quando fraco por signo, como em Touro, Câncer e Libra, ou aspectado por quadraturas ou oposições, torna o indivíduo irritadiço, teimoso e malvado, inclinado à bebida e a atos criminosos, cruel e impiedoso, ruidoso e fanfarrão.

As pessoas com Marte proeminente em seus horóscopos são eminentemente práticas e desempenham importante papel na obra do mundo. São especialmente eficientes em ocupações onde o fogo e o ferro são utiliza-dos com propósitos construtivos ou onde se manejam instrumentos cortantes. Soldados, cirurgiões a açougueiros, operadores de máquinas e fundidores de ferro, engenheiros e pessoas com funções semelhantes, são de natureza marciana. Elas também se distinguem em outras funções onde coragem e intrepidez são qualidades necessárias.

Livro “A Mensagem das Estrelas” – Max Heindel

 

 

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