Saúde | 30/10/2019

Quando atravessamos por tempos difíceis, especialmente quando relacionados à saúde, seja individual ou coletiva, é fundamental tomarmos certas precauções. Sem dúvida, em menor ou maior grau, somos tomados pelo medo que passa então a ganhar dimensões desproporcionais que nos levam ao cárcere das preocupações. Tornamo-nos apreensivos e obcecados redobramos cuidados, presos a perigos imaginários, a maior parte das vezes subconscientemente criados por influências externas que minam nossa consciência e confiança, podendo culminar na hipocondria. 

Nossos pensamentos contaminam-se e as emoções destemperam-se levando-nos a desatinos carregados de negatividade. A mídia nos assola de notícias as mais sensacionalistas embalados pela ganância de aumentar cada vez mais a audiência não obstante o mal que possam causar a seus destinatários. Assim vamos gradualmente sendo enfraquecidos e assistimos passivamente nossa vitalidade se esvair.

Nestas circunstâncias, temos de nos valer de força de vontade para alcançar o recurso mais importante de que dispomos para recuperar o controle e equilíbrio das nossas emoções, o poder do pensamento. Precisamos evitar o contagio paralisante do medo, cujos efeitos são muito nocivos aos nossos corpos (físico, vital e de desejos), porque desacelera o movimento seus dos átomos. A desarmonia entre nossos diferentes corpos acarreta inevitavelmente algum tipo de doença.

Quando nos intimamos diante das provações com que nos deparamos, a atmosfera física toma um aspecto denso, cinza e pesado, fruto do acúmulo de pensamentos temerosos sejam de origem pessoal ou coletivo somos ainda mais influenciáveis pelos fatores externos que exploram a vulnerabilidade das pessoas.

Lembremos a exclamação proferida por Job perante suas provações:

AQUILO QUE MAIS TEMO, CORRE ATRÁS DE MIM…”

A coragem pode nos manter imunes ao contagio do medo. Evitando as imagens e detalhes mórbidos na nossa mente, procuremos desenvolver a coragem daqueles que creem, por meio de pensamentos que nos coloquem sempre em prontidão e assim podermos agir com fé e sabedoria, centrados no caminho, na verdade e na vida – Cristo. 

Quando mantemos uma atitude meditativa, descansamos na calma do Poder Divino, e o estado de equilíbrio reaviva nosso entusiasmo. Ao afastar-nos de discussões e relatos intermináveis de sintomas, as doenças se tornam desnecessárias.

Finalmente:

Os sons das palavras contidas nos Salmos 23 e 91, tem o poder mágico de afastar-nos do medo. Deixar que o ritmo das suas palavras ecoem em nosso coração, por meio da repetição e da meditação sobre seu significado,  nos faz recuperar a confiança na divindade que portamos em nosso interior. Somos capazes de construir imagens mentais (imaginação) e usá-las construtiva ou destrutivamente conforme nossa escolha.

Regenerar corpos débeis ou permitirem que degenerem pela doença é uma atitude que cabe unicamente a nós. Notemos que a ligação de concordância com a lei da justiça e da retribuição funciona tanto para aqueles que possuem conhecimento espiritual como para aqueles que o ignora.

E àqueles que inoculam o medo nos corações desses desafortunados, que permitem serem contagiados com esses sentimentos, serão duramente punidos, nesta ou em outra vida.

“Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar.” Mateus 18:6

Caminhemos com a certeza de que nossos pensamentos e emoções são guiados pelo Mestre do Amor e que sua Luz iluminará nosso caminho na direção do Altíssimo. 

Por uma estudante

Texto traduzido e adaptado do Livro – Anatomia Oculta na Bíblia – Corine Helinne

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