O Signo de Peixes

Astrologia | 25/03/2019

Entre os dias 19 de fevereiro e 20 de março recebemos a influência da hierarquia de peixes. O dia 6 de janeiro, que faz parte dos 12 dias sagrados, também é dedicado a essa hierarquia, a décima segunda hierarquia do zodíaco, correspondente à humanidade.

É regido por dois planetas, Júpiter e Netuno. Signo do elemento água, mutável, instável e de grande inclinação ao prazer, o que conduz seus nativos (aqueles que o possuem no ascendente) e aos que o têm como signo solar, a vícios e doenças crônicas. Por sua inclinação a inércia torna-se o signo mais vulnerável, pois a natureza não tolera estagnação.

O prazer desmedido corrompe a força de vontade e patrocina vícios. De maneira análoga, as casas onde temos peixes e os planetas Netuno (regente de peixes) e Vênus (exalta-se em peixes) no nosso mapa, correspondem a assuntos relacionados às nossas tentações. Os vícios indicam estados de “anemia psíquica”, turvam e desnorteiam o caminho espiritual, acionam vibrações inferiores de Mercúrio e Netuno e mantém o Espírito prisioneiro ao corpo.

O Discípulo relacionado a este signo é Pedro, chamado por Cristo de “homem-onda”, por sua natureza instável, que o inclinava a oscilar entre a fidelidade e a negação do Mestre. Em Peixes as fraquezas e misérias da alma humana são destacadas e realçadas. Quem tem esse signo forte no mapa ou planetas nele localizado deve buscar avidamente a Paz de Espírito, a “Sinfonia da Vida”.

Quando Mercúrio está nesse signo numa carta natal, há tendência a pensamentos errantes, conduzidos por prazeres e excitações. A lua em peixes, por sua vez, denota a mente mais sem foco que existe, sendo afetada com frequência por flutuações do psiquismo, caindo na magia e ilusionismo com facilidade e levando o indivíduo a lutar contra coisas que não existem.

Hoje em dia o signo de peixes funciona como auto-destruição. Os filmes “Precisamos falar sobre Kevin”, “O substituto” e “Spider” (Cronemberg) evidenciam essa questão. Já o filme “Estamira” aborda a indigência e desolação, também relacionados ao signo de Peixes na atualidade.

A enorme volúpia e hipersensibilidade deve ser conduzida para a arte.

O signo de peixes só funciona de forma saudável em Espírito e Verdade.

Os signos de água têm poder mágico, como por exemplo o poder de cura, sabendo-se que mago é o indivíduo que usa seus poderes para servir e que o verdadeiro milagre corresponde à união amorosa da vontade divina à vontade humana.

Enquanto Aquário, seu signo antecessor no zodíaco, representa o desejo de livre expressão da criação, Peixes representa a asfixia, a liberdade sufocada. A casa 12, relacionada a Peixes e ao destino maduro (pouco livre-arbítrio), representa tanto os inimigos ocultos e a imaginação doentia, como a união com Deus.

Peixes nos convida, portanto, a restaurar nosso destino pelo caminho da purificação, seguida da iluminação e união com Deus. É um convite ao mergulho nas profundezas da alma em busca do tesouro submerso, desenvolvendo a própria luz, percebendo o princípio unificador, ou seja, que a vida vem da gloriosa unidade divina e que tudo o que não é divino é efêmero.

O foco deve ser , portanto, na essência divina, o que requer uma atitude nuclear, no centro do “furacão” e na simplicidade das coisas, e uma mudança de perspectiva na busca da sabedoria, trocando a sabedoria dos homens pela Sabedoria de Deus.

Peixes governa a fecundidade espiritual e sua redenção se dá por meio do auto-sacrifício voluntário: a natureza inferior deve ser imolada no sacrifício e renúncia de si mesmo. Em Peixes a alma absorve e padece os pecados do mundo.

O pisciano deve aprender a escolher com discernimento, diferenciando em suas escolhas, o cosmos do caos, a iluminação das alucinações, a música da cacofonia e a redenção da perdição.

Sem o sacrifício, peixes não se regenera: Cristo, o cordeiro sacrificial, nos convida à evangelização de nossa consciência e de nosso coração. Ele reanima a vida na Terra e convoca os pescadores (nós) e suas redes (nossas almas). A redenção se dá quando os pés, centro corporal relacionado ao signo de Peixes, se encaminham para o norte espiritual.

Para que Peixes não seja o “Caos”, ele deve seguir o feminino ideal da Virgem (signo oposto – complementar de Peixes): pureza, aceitação e resignação.

O Mandamento para o signo de Peixes, que representa a possibilidade da geração em nossos corações, do Cristo Interno para curar os enfermos e pregar o evangelho.

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