Reflexões Sobre o Belo

Filosofia | 02/10/2019

“A Beleza resplandecia entre as realidades do alto como Ser. E nós, vindo cá para baixo, a captamos com a mais clara das nossas sensações por meio do corpo. (…) Somente a Beleza recebeu esta sorte de ser aquilo que é mais manifesto e mais amável.”  Fedro, Platão

Você já se perguntou por que interpreta algumas coisas como feias e outras como bonitas? Ou mesmo o que define uma obra de arte como tal?

Segundo o filósofo Platão, o reconhecimento de alguma coisa como bela no mundo sensível (onde se dão os efeitos), só é possível porque a alma esteve em algum momento diante do Belo, no Mundo das Ideias (onde acontecem as causas). Neste sentido, para ele, a Beleza é como uma manifestação do mundo inteligível no mundo sensível, mostrando uma estreita relação com o Bem, o Verdadeiro e o Amor.

Em Fedro, Platão aprofunda ulteriormente o problema da natureza sintética e mediadora do amor, vinculando-a à doutrina da reminiscência, afirma: “Em sua vida pré-terrena junto aos deuses, a alma contemplou o Mundo das Ideias e as Ideias. Posteriormente, perdendo as asas e precipitando-se nos corpos, esqueceu tudo. Entretanto, embora com muito esforço, ao filosofar, a alma “se recorda” das coisas que um dia contemplou. Este “recordar-se”, no caso específico da Beleza, verifica-se de modo totalmente particular, porquanto somente a Ideia do Belo, entre todas as outras Ideias, recebeu o privilégio de ser “extraordinariamente evidente e amável”. O reflexo da Beleza ideal no belo sensível inflama a alma, que é tomada pelo desejo de alçar voo e voltar para o lugar de onde desceu. Esse desejo é justamente Eros, que, com o anseio do suprassensível, faz despontar na alma suas antigas asas e a eleva. O amor (“o amor platônico”) é nostalgia do Absoluto, tensão transcendente para o mundo metaempírico, força que impulsiona para o retorno à nossa existência originária junto aos deuses”. História da Filosofia, vol.I, p.151, Giovanni Reale e Dario Antiseri

Do ponto de vista astrológico, o planeta Vênus merece atenção especial neste tema, pois está associado à Beleza e ao Amor, em conformidade com os ensinamentos da mitologia greco-romana. 

“A nota-chave de Vênus é “amor”, “harmonia” e “ritmo”, de modo que, se quisermos conhecer sua natureza, podemos ler esse capítulo com proveito substituindo “Vênus” por “Amor”, do modo seguinte: Vênus não é invejoso, não se ufana, não busca os seus interesses, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. A Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Foss Heindel

Em vista disso, não é à toa que Vênus é regente do Signo de Libra, Hierarquia que nos ajuda a refinar nosso senso estético, a se aproximar de uma vivência da relação eu-tu e que prenuncia tanto a chegada da primavera no hemisfério sul como o retorno da onda Crística à atmosfera terrestre.

“Libra é o sétimo signo do Zodíaco. As pessoas nascidas sob este signo são regidas pelo planeta do amor, Vênus. O signo de Libra no Zodíaco pictórico é um par de pratos de balança, e este instrumento descreve graficamente sua principal característica. Os nativos de Libra são muito ardorosos em tudo o que fazem; (…) eles fazem muitos amigos, pois possuem uma disposição basicamente gentil produzida pela Senhora Libra – Vênus – (…). Apreciam em excesso os prazeres em geral e se inclinam especialmente para a arte e a música.” A Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Foss Heindel

Que as rosas floresçam em vossa cruz!

 

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