Sem categoria | 01/11/2019

Colunas de saúde nos jornais falam sobre doenças, programas de saúde enfocam doenças, órgãos de saúde são apenas utilizados por pessoas em estado de doença. ”Ministério da saúde adverte” enfocando a doença.

Faria sentido um ministério para a doença e outro apenas para a saúde?

Saúde na comunicação em primeiro lugar, depois saúde na educação, saúde na justiça, saúde social, saúde econômica e quem sabe poderemos algum dia escutar a respeito de uma saúde de natureza espiritual? 

Precisamos de um plano de saúde! Mas não desses de que nos valemos quando não há mais tempo, que seriam melhor denominados como planos de doenças.

A principal campanha de vacinação talvez seja a vacinação da consciência.

O momento atual pede a troca das pílulas de doença por pérolas de saúde, preservar o bem maior (saúde) e não correr atrás do prejuízo (doença) quando já é tarde. 

Um primeiro passo nessa direção implica em fazer as perguntas adequadas: 

O que é mais importante para o humano, formação ou informação? 

A mídia promove a formação, informação ou deformação do pensar? 

A Universidade forma, informa ou deforma os alunos? 

A estrutura familiar forma, informa ou deforma seus filhos? 

Não é possível qualquer sugestão de melhora social se não refletirmos sobre questões fundamentais. Afinal, informação sem formação culmina em alguém querendo tirar vantagem de outrem. Pelo menos tem sido assim. O efeito de um sistema que deforma e anestesia é a impossibilidade do despertar que impulsione o interesse das pessoas rumo à saúde. Acertar requer esforço e quando se vive um momento em que a lei vigente é a do mínimo esforço não surpreende o atual estado das coisas. 

O que é mais efetivo para tratar um rio contaminadoBarcos para drenar o lixo, aprofundar o leito do rio, jogar substâncias químicas, aumentar seu fluxo cimentando as bordas? O rio não é uma máquina a ser consertadatem vida e forças próprias a serem cultivadas e preservadas; portanto, além de uma “anatomia” tem uma “fisiologia”. 

O rio é um ser vivo, tem uma nascente, comporta vida em si, interage com o meio ambiente por onde passa e finalmente, assim como nasce tem uma foz onde deságua e se religa ao mar. 

O foco na saúde se vale da própria vida da pessoa como fonte propulsora para seu tratamento. O pensamento saudável evita os agentes contaminantes, o sentimento saudável evita a mágoa e não leva os problemas para o lado pessoal e o corpo saudável é o resultado do pensar, sentir e querer equilibrados e sóbrios. 

Prevenir e curar doenças é sensato, mas preservar e promover saúde é fundamentalA prevenção é baseada no medo ou receio de que algo aconteça. O medo reflete em todas as esferas do ser, agindo sobre o tono vascular promovendo hipertensão e sobre o tono imunológico promovendo imunodepressão. O ser amedrontado é naturalmente mórbido; o medo da vida e seus convites é o princípio da vontade débil, do pensar vitimado e do sentir reativo e carente. Viver no medo dificulta o contato com a graça, que apesar de independente, não chega aos desgraçados indisponíveis à sua visita. 

Na educação para a saúde a formação (educere) da pessoa tem valor superior ao da informação (educare). O ser pleno e saudável tem boa formação de maneira geral, tendo o SER primazia sobre o TER. Somos seres humanos e não teres humanos e o caminho para a doença começa quando a vida se afasta do SER em direção ao TER, do mesmo modo que a saúde e a vitalidade aumentam em direção ao SER. 

Somos essências espirituais passando por experiências materiais. A astrologia, enquanto linguagem mediadora de mundos, é a ferramenta ideal para um primeiro vislumbre de quem sou, de onde venho e para onde sou convidado a ir. Sol, Lua e Ascendente esboçam quem sou, a cauda do dragão ou nodo lunar sul sussurram de onde vim e a cabeça ou nodo norte ilumina um caminho possível. Saúde é a promessa da escolha sensata, fortuna que acompanha os que recordam seus acordos pré-nupciais com o mundo da matéria. 

Ser implica em consciência, lanterna do homem saudável e espelho para o homem doente que sendo inspirado pelo exemplo encontra referência para sair da horizontal do adormecimento rumo à vertical do despertar. 

Por um estudante

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