Serviço – A Proatividade do Bem

Filosofia | 12/06/2019

Proatividade é a característica daquele que se antecipa a solicitação ou a necessidade e avança espontaneamente para uma determinada meta, geralmente auto-estabelecida.

Em Carta Aos Estudantes Max Heindel nos propõe o seguinte desafio:  perguntarmo-nos em qualquer situação em que seja necessário fazer algo, “por que não eu?” ao invés de “por que eu?”.

Vivemos num tempo em que a hiperatividade é efetivamente uma tentação a ser superada, pois não é difícil verificar que nossas ações são as mais impróprias e desconectadas de sentido, ou seja padecemos de um ativismo vazio.

Neste estado de coisas variamos entre um fazer desvairado que resulta em ansiedade por resultados e a apatia que nada mais é que a total indiferença quanto ao que decorrerá da ação que empurra na ladeira abaixo do niilismo.

Então vejamos,  quando diante de um evento em que haja a demanda explícita por uma atitude, nos perguntamos se devemos ou não agir, somos convidados a refletir sobre o que determina a posição acertada. Há em tal reflexão um viés virtuoso, pautado por exemplo no bom senso de verificar se possuímos ou não a competência requerida, mas existe também um lado potencialmente vicioso baseado, por exemplo na mera preguiça ou indisposição para servir.

Pode-se verificar que na maioria dos ambientes corporativos os ditos proativos são aqueles indivíduos mais competitivos e descompromissados com o benefício da coletividade, na via oposta há também aqueles que se abstém de fazer qualquer coisa além do que lhes pede o protocolo de sua função, mais além podemos chegar a outro perfil recorrente: o procrastinador que adia incessantemente aquilo que urge ser feito.

Notemos, como ser Dinâmico e Produtivo, buscar ser um verdadeiro Servidor é uma questão mais complexa do que se pode supor num primeiro momento, e lamentavelmente raras são as ocasiões em que paramos para pensar a nossa ação no mundo, o que nos cabe fazer em cada situação ou área da vida.

Acerca disto podemos nos remeter facilmente ao dilema apresentado na parábola dos talentos, onde encontramos cada um produzindo de acordo com a sua potência e com o modo de lidar com ela.

“E também será como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos e confiou-lhes os seus bens.
A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida partiu de viagem.
O que havia recebido cinco talentos saiu imediatamente, aplicou-os, e ganhou mais cinco.
Também o que tinha dois talentos ganhou mais dois.
Mas o que tinha recebido um talento saiu, cavou um buraco no chão e escondeu o dinheiro do seu senhor.
“Depois de muito tempo o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com eles.
O que tinha recebido cinco talentos trouxe os outros cinco e disse: ‘O senhor me confiou cinco talentos; veja, eu ganhei mais cinco’.
“O senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor! ’
“Veio também o que tinha recebido dois talentos e disse: ‘O senhor me confiou dois talentos; veja, eu ganhei mais dois’.
“O senhor respondeu: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco; eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor! ’
“Por fim veio o que tinha recebido um talento e disse: ‘Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou.
Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe pertence’.
“O senhor respondeu: ‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei?
Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros.
” ‘Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez.
Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado.
E lancem fora o servo inútil, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes’ “. Mateus 25:14-30

Agimos para servir ao nosso próximo ou servimos por interesse próprio?

Porque o atual e insistente apelo à ação não nos encaminha para a ação altruísta?

Somos proativos ou reativos, sabemos a diferença?

Meditemos…

Que as rosas floresçam em vossa cruz!

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