Sexta-Feira Santa da Paixão: orar e laborar em Jejum

Bíblico | 09/04/2020

Ora et Labora. Orar e Laborar, eis um lema que tanto nos é ensinado e sobre o qual devemos meditar.

Muitas são as vezes em que Max Heindel, bem como muitos outros autores, nos chama a atenção para a importância do Servir e sabemos, como cristãos místicos, que Maria é uma grande representante de como o serviço ganha forma ao ouvirmos ela proferir a fórmula: “Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra“.

E por mais que se diga que ela é uma serva da linhagem dos Filhos da Água, sendo a Fraternidade Rosacruz da linhagem dos Filhos do Fogo, ainda assim, se fizermos também o exercício que nos é proposto de unir ambas as linhagens, podemos pensar: ser mãe do ser humano desta onda de vida que entregou seus corpos para serem usados por Deus não é um serviço honroso? Quem não sentiria, então, honra em ser mãe de Jesus? Quem não sabe da honra que é ser uma das iniciadas de Cristo junto de João em Seu calvário? E, sabendo que João é o discípulo amado de Cristo, cujo evangelho sabemos ser o livro mais esotérico já escrito, sendo o mais enfatizado dentro da Fraternidade, não conhecemos também a passagem do capítulo 19, versículos 25, 26 e 27, em que une-se o exoterismo e o esoterismo, passando o esoterismo a receber o exoterismo em sua casa?

Assim, eis a Páscoa, tempo de Quaresma, e com ela a Igreja aconselha jejuns e abstinências. Na Sexta-Feira Santa da Paixão são obrigatórios. Perguntamos então: como praticar o jejum e abstinência não só fora, mas também dentro? (Pois sem a mãe exotérica não é possível que o filho esotérico nasça, então sim, é preciso ter a prática do jejum via Corpo Denso).

No Tabernáculo do Deserto havia o sacrifício dos animais, bem como o lavar-se para poder adentrar o Templo, então é tempo de nos lembrarmos de sacrificar ainda mais fortemente, aumentando a fumaça no céu, as nossas paixões e apetites inconvenientes.

Como nos sugere a Igreja, vejamos mais de perto o ato de comer e onde ele nos leva dentro do nosso zodíaco tão estudado, olhando para esses animais do Tabernáculo que serão sacrificados…

Sabemos que o estômago está relacionado ao Signo de Câncer e que seu regente é a Lua – O Planeta da Fecundação, sendo ela a mãe das forças de nossas Paixões. Em seu eixo, compondo com ela essa dança extraordinária dos astros, está o Signo de Capricórnio, cujo regente é Saturno, senhor das forças do Rigor. 

A mãe das Paixões dança, acionando os joelhos, que pela força de seu Rigor, a mantêm bailando em movimentos peristálticos que nos apaixonam fora e dentro!

As três Marias que estavam presentes na crucificação de Cristo Jesus estavam de pé, de acordo com João, revelando que o Rigor estava ativo, sustentando o Dever da purificação das Paixões que, de prostituta a mãe do Salvador, se limparam das paixões baixas, que nos fazem cair uma e outra vez mais.

O planeta que está em exaltação em Capricórnio é Marte – O Planeta da Ação. Ou seja, devemos (Capricórnio) ter uma ação (Marte) rigorosa (Saturno) quanto ao nosso Corpo de Desejos. Bem como é Júpiter que se exalta em Câncer, sendo também nosso dever absorver e internalizar (Câncer) misericordiosa e benevolentemente (Júpiter) as paixões (Lua), ou seja, ter miséria quanto às paixões próprias e benevolência quanto as paixões do próximo.

Estando as três Marias verticalizadas, tendo suas paixões sustentadas por um rigor que as eleva, podemos observar que ter a coluna feminina verticalizada é ir além de não engolir um alimento e excretá-lo no mundo gerando, a todos, doenças, mas também não levar a essência da pior espécie ao coração e à mente, bem como ao Corpo Vital (que se expressa através do trabalho das glândulas endócrinas) e ao Corpo de Desejos (veículo dos sentimentos e emoções) comprometendo-lhes o perfeito desenvolvimento.

Aprender a jejuar e sacrificar através do caranguejo e do bode para o período da Quaresma, bem como o ano inteiro, é essencial! Sendo este período propício para a aquisição de Poderes Anímicos através de exercícios como a Retrospecção, a Devoção, a Observação e o Discernimento, com maior Presentificação para melhores Escolhas acerca da materialidade e da espiritualidade que nos cercam e nos interpenetram.

Mais precioso ainda sabermos que esse sacro ofício é feito toda Sexta-Feira, tendo seu ápice na Sexta-Feira Santa da Paixão, pois como estudantes ocultistas também sabemos que sexta-feira é dia cuja regência está a cargo de Vênus, a senhora do Amor! Da Vitória da Beleza e da Bondade! Sendo suas forças acessadas quando me torno mais justo (Libra) ao me conectar à capacidade de amar os desafios e sacrifícios que me são dados (Áries). Acionando este outro eixo cuja dança nos deixa perplexos pela justeza (Vênus) dos singulares (Marte) passos.

Então, meus Amigos, que jejuemos externa e internamente, orando e laborando, na Sexta-Feira Santa da Paixão, bem como em todas as convenientes épocas!

Que sejamos discípulos do nosso Amado Mestre: Cristo!!!

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz.

Anônimo.

 

Livros Sugeridos:

Interpretação Mística da Páscoa

O Mistério das Glândulas Endócrinas

O Corpo de Desejos

O Corpo Vital

 

Filme Sugerido, no YouTube completo, dublado:

 

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